CPR do PAICV em guerra aberta com JHA por causa da lista de candidatos para as legislativas

2/02/2021 23:57 - Modificado em 3/02/2021 01:04
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A Comissão Política Regional do PAICV em São Vicente desenterrou o machado de guerra, enterrado em 2016, e está de novo em guerra aberta  como a presidente do partido Janira Hopffer Almada a quem acusa de ter elaborado uma lista de deputados para as próximas eleições legislativas que viola os estatutos do partido e desrespeita a região política de São Vicente.

Um documento a que o NN teve acesso, pede a intervenção do Secretário-geral do PAICV por considerar que a líder do partido “sendo parte do problema já não tem condições para ajudar a construir a solução que todos desejam.”

Este online divulgou em exclusivo  que a lista dos candidatos a deputados do PAICV  por São Vicente , aprovada  pelo Conselho Nacional do PAICV que colocava em quinto lugar, um lugar não elegível, Alcides Graça presidente da CPR de São Vicente e colocava Josina Freitas em primeiro lugar.

Tentamos junto de Alcides Graça obter uma reação, mas até hoje este não quis comentar a questão. Mas um documento a que tivemos acesso, mostra que o presidente da CPR  e mais nove membros não vão aceitar “mudos e quedos” as “decisões ilegais vindas de cima por vários motivos” entre eles o facto de que “o PAICV  já não é um partido onde os grandes espirram e os pequenos abaixam a cabeça.”

No referido documento pode-se ler que “A Comissão Política Regional do PAICV em São Vicente não se revê na lista de candidatos à Assembleia Nacional aprovada na Comissão Política Nacional porque não foi aquela que foi votada e aprovada em São Vicente.”

Por isso, diante da repetição daquilo que aconteceu em 2016 (com os mesmos protagonistas – JHA, Manuel Inocêncio e João do Carmo), “a Comissão Política Regional, em nome dos superiores interesses do Partido, deliberou, por 10 (dez) votos a favor e 3 (três) contra, a rejeição do novo alinhamento dos seis primeiros da lista, indevidamente aprovado pela Comissão Política Nacional, no dia 16 de janeiro do corrente ano.” 

CPR de São Vicente protesta a decisão pelas seguintes razões: o desrespeito dos órgãos nacionais do Partido, mais precisamente, Presidente do Partido e a Comissão Política Nacional, pelas competências estatutárias dos órgãos regionais; deturpação da proposta inicial da Comissão Política Regional de São Vicente, com alteração arbitrária e unilateral do ordenamento dos seis primeiros candidatos às eleições legislativas de 2021 proposto por um membro da Comissão Política Nacional, sem competência estatutária para o efeito, e que mereceu a aprovação do referido órgão.

Desrespeito à Região aos estatutos do Partido

No documento a CPR considera o novo alinhamento dos candidatos, à revelia da Comissão Política Regional, um grande desrespeito à Região, por não ter sido ouvido no processo de recomposição do novo alinhamento da lista de candidatos à Assembleia Nacional e também considera o novo alinhamento apresentado por um membro da Comissão Política Nacional do PAICV um desrespeito aos estatutos do Partido.

Para defender, cita os estatutos do PAICV para deixar o seu entendimento  que: O único órgão com competência estatutária para fazer a proposta de lista de candidatos à Assembleia Nacional é a Comissão Política Regional; Considera o facto de a Presidente do Partido ter estado em São Vicente durante cinco (5) dias (10 a 15 de janeiro), tendo-se reunido com o Presidente da Comissão Política Regional e com os membros da Comissão Política Regional, sem que em nenhum momento se tenha dignado discutir a lista, e muito menos o alinhamento dos candidatos, com a Região, sendo certo que ela já tinha conhecimento da proposta enviada ao Coordenador das Eleições Legislativas no dia 7 de janeiro, uma grande desconsideração à esta Região.  

O NN sabe que este documento, que temos vindo a citar, foi elaborado  depois da CPR ter ouvido o Conselho de Opinião desta Região Política, na reunião realizada no dia 19 de janeiro, e que não limitou as críticas à presidente do partido, mas avançou com as seguintes medidas para resolver o problema:

Convidar a Direção Nacional do Partido a sentar-se à mesa de negociações para, conjuntamente com a Região, conseguir os acertos necessários à recomposição do alinhamento da lista de candidatos;

Solicitar o Secretariado Nacional, na pessoa do Secretário-geral, a assumir, nos termos das suas responsabilidades estatutárias (artigo 61, al. a) e b), a liderança do processo de negociação com a Região Política de São Vicente. 

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