Mãe de filho com necessidades especiais que vive em casa com risco de desabamento em Monte Sossego pede ajuda

2/02/2021 22:47 - Modificado em 3/02/2021 00:02

Há meses morando de favor, Joana Lúcia pede ajuda para viver num lar seguro e que não tenha medo de estar dentro da casa. A dona de casa contou que está recebendo ajuda de algumas pessoas, mas o que está tirando seu sono é a possibilidade do teto cair a qualquer momento.

“Ainda esta semana, se estivesse dentro da cozinha o teto iria cair em cima de mim ou da minha neta de um ano e cinco meses” – relata a moradora.

Uma casa na zona de Cova em Monte Sossego, corre o risco do teto desabar com uma família dentro. O imóvel, que está com a estrutura abalada, tem rachaduras nas paredes e no teto, o que deixa a Joana Lúcia preocupada com esta situação.

A família composta por cinco pessoas, entre elas, um jovem deficiente motor de 25 anos, e uma criança, residem num dos quartos no local, alega não ter outro local para morar e continua exposta ao perigo.

O Noticias do Norte esteve no local e constatou os problemas estruturais no imóvel. A moradora conta-nos que já não consegue aguentar a situação em que vive actualmente. Desempregada e doente, diz que já bateu em muitas portas e até agora nada, inclusive já se dirigiu por várias vezes à Câmara Municipal, a procura de uma moradia social e voltou para casa sem solução.

“Já estive por várias vezes na Câmara a pedir ajuda, por uma casa social, para morar junto com os meus filhos”, começa por dizer que foi “obrigada” a sair da sua antiga moradia, porque o proprietário quis fazer obras no local.

Diz que há muito quer fazer a sua inscrição, nas moradias sociais da edilidade. “Algumas pessoas já conseguiram fazer e ganharam casa, mais eu ainda não fui beneficiada. Até agora estamos esquecidos e esperando por ajuda”, afirma.

Sem condições de pagar uma renda, optou por ir morar com a irmã que mora neste local. Mas desde que chegou, que vive apreensiva com a ameaça do tecto cair e que já nem dorme. “Mudar para aqui foi a única opção, a outra seria morar na rua com os meus filhos e neta”, diz a senhora em lágrimas.

Joana Lúcia também não trabalha porque seu filho, portador de necessidades especiais exige dedicação integral e que condiciona muitas vezes a possibilidade de arranjar um emprego. E que em boa parte, dependem de ajudas e de uma pensão que o jovem recebe, mas que não é suficiente. “Ele depende só de mim. As vezes fica com o irmão, mas nem sempre é possível, porque é preciso trocar fraldas, dar banho, brincar e alimentá-lo”. E é a única pessoa que consegue alimentá-lo.

E a situação é de medo constante de morrer “abafada” sem que a ajuda chegue a tempo e que não consiga socorrer os filhos. “Tanto tempo à espera que já não sei mais o que fazer”, desabafa esta mãe de família que sofrida, quer apenas ter sobre a cabeça, um tecto seguro que possa abrigar a todos.

E procura uma solução para si e para os filhos e que caso aconteça qualquer coisa, não possa locomover o jovem que já atingiu a idade adulta o que dificulta em muito o seu transporte em caso de algum incidente. “Não consigo levantar o Willy a toda a hora”, chora Joana Lúcia que pede uma luz na sua vida a quem possa fazer isso.

A família aceita ajuda como a doação de fraldas, assim como doações de qualquer natureza que ajudem a melhorar a condição de vida do jovem, embora a prioridade seja uma moradia.

“Ainda esta semana, se estivesse dentro da cozinha o tecto iria cair em cima de mim ou da minha neta de um ano e cinco meses” – relata a moradora, que pede à edilidade e ao governo que solidarize com a sua situação e que para que as próximas notícias não sejam de tragédia.

E quando chove, aumenta o risco de desabamento, porque o tecto está cada dia mais fundo, uma situação que pode ser vista, quando subimos no local. Mas apesar da preocupação, a família continua na moradia, mesmo após a orientação de vizinhos.

Não foi possível trazer alguma reacção dos serviços sociais da Câmara Municipal de São Vicente, pelo que prometemos voltar ao assunto, o mais breve possível.

Elvis Carvalho

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