Em S. Vicente pede-se novo estado de calamidade para a ilha de Santiago

29/01/2021 15:58 - Modificado em 29/01/2021 15:58

Devido ao aumento de casos de covid-19 na cidade da Praia e em alguns municípios de Santiago, de novo o principal foco de propagação da doença no país, alguns munícipes abordados pelo NN, pedem novo estado de calamidade, bem como a obrigatoriedade de testes rápidos para viajantes das duas ilhas.

O cenário epidemiológico vivido na ilha de Santiago, que se encontra em situação de contingência, alterou-se nos últimos dias, tendo neste momento 383 casos ativos, gerando preocupações a muitos sanvicentinos.

“A situação, principalmente na cidade da Praia, mudou drasticamente nos últimos dias, ou seja, as pessoas deixaram de cumprir as normas para evitar a propagação da doença. Acho que a melhor opção seria decretar novamente o estado de calamidade, mas também testes rápidos para as pessoas que viajam entre São Vicente e Santiago” disse-nos Jorge Nascimento.

A mesma opinião é partilhada por Claúdia Gomes, para quem as entidades deverão ter novamente mão dura para com a ilha de Santiago, entendendo que somente um novo estado de calamidade, que irá endurecer as medidas de combate, poderá ajudar a restabelecer a normalidade na ilha e na Praia.

“As pessoas na cidade da Praia estavam indo bem na luta, mas desleixaram-se, visto que os números ultimamente são desanimadores. Acredito que somente o estado de calamidade em Santiago irá ajudar no combate a propagação da doença. Também sou da opinião que o Governo deverá colocar novamente os testes de despiste para passageiros que viajam entre Santiago e São Vicente” enaltece.

Na mesma linha de pensamento, Júlia Rocha frisa que os casos de covid-19 na cidade da Praia demonstram que as medidas não estão sendo cumpridas, um cenário que se assemelha à ilha de São Vicente, onde tem vislumbrado muitas pessoas que não estão a cumprir com as normas das autoridades sanitárias.

“A melhor decisão do Governo deve ser também o estado de calamidade para a ilha de Santiago, porque só assim os casos vão diminuir. Se continuarmos com a mesma postura, o número de casos e mortes vão aumentar certamente” assevera.

De realçar que neste momento, segundo dados do Ministério da Saúde e da Segurança Social, a ilha de Santiago tem 383 casos ativos, sendo a maioria na cidade da Praia com 291, Ribeira Grande 7, São Domingos 1, Santa Catarina 30, São Salvador do Mundo 11, Tarrafal 19, São Miguel 11, Santa Cruz 10 e São Lourenço dos Órgãos 3.

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