Augusto Neves afirma que este mandato será voltado para a “problemática da habitação” e volta a falar em regionalização

22/01/2021 21:51 - Modificado em 22/01/2021 21:51
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Esta quinta-feira, 22 de Janeiro, Dia do Município de São Vicente, em comemorações dos 559 anos da descoberta da ilha, o presidente da Câmara Municipal, Augusto Neves, disse que esta é uma “justa homenagem” à história da ilha, afirmando que este mandato será voltado para a “problemática da habitação”. Neves vinca ainda que a regionalização é o caminho para o desenvolvimento da ilha.

Durante a sua intervenção na sessão solene que decorreu no Salão Nobre da Câmara Municipal, em celebração de mais um ano do município, presidida pelo ministro da Administração Interna, Paulo Rocha, o edil sanvicentino assegurou que este dia serve para “relembrar o esforço, a dedicação, o trabalho e empenhamento de todos aqueles que contribuíram para a transformação desta terra de pescadores e comerciantes numa cidade bonita equilibrada e dotada de serviços fundamentais”.

De acordo com Augusto Neves, no contexto atual, o mandato será voltado para a “problemática da habitação”, com a construção de mais habitações para famílias vulneráveis e para os jovens, pois representam um “fator fundamental de inclusão social e produtiva”.

“No domínio económico as ações visam sobretudo tornar São Vicente numa ilha atrativa, dinâmica e competitiva”.

Neves referiu, o arranque e conclusão de “grandes obras”, onde apontou a estrada da Baía das Gatas, a requalificação da Baía das Gatas, ainda a Construção do Terminal de Cruzeiros, o avanço dos trabalhos de consolidação da Zona Económica Especial da Economia Marítima, grandes empreendimentos turísticos como hotéis, requalificação da zona de Ribeirinha, entre outros projetos.

Grandes obras em curso nesta cidade, que segundo o mesmo, resultam de candidaturas e financiamento do Governo e da Câmara e aproveitamento das “verbas que Mindelo tem direito”.

“Os nossos idosos, pessoas portadoras de deficiência poderão continuar a contar com os apoios e medidas a serem implementadas, tendentes a diminuição de dificuldades e constrangimentos sentidos e identificados. As crianças e jovens continuarão a ter o apoio da autarquia, centrado sobretudo na educação, desporto e tempos livres” enalteceu.

A nível da educação, o mesmo, sustentou que os apoios surgem logo no ensino pré-escolar, no básico e secundário, onde uma “oferta praticamente gratuita cobre todo o território podendo as famílias usufruírem de transporte e suporte, sem qualquer encargo, fortificando-se a ação social e escolar”.

“Com a covid-19, tornou-se fundamental o reequacionamento da agenda municipal no que concerne a prioridades. Na verdade, os efeitos da crise pandémica são transversais nos mais variados domínios prevendo-se a maior retração económica desde a independência” vincou Neves.

Nesta senda, afirmou que os cidadãos “urgem saber que este é o caminho para a regionalização”, para “oferecer oportunidades únicas” de requalificação da escala nacional, regional e local, de instituições públicas e de processos políticos e administrativos de medidas de modo a “obter resultados que comportem o bem-estar e autonomia dos cidadãos e das suas comunidades”.

“A regionalização é um elemento imprescindível para que os cabo-verdianos possam beneficiar de políticas e de serviços públicos de qualidade, com eficiência e celeridade, promotores de equidade e superioridade num quadro de transparência de responsabilização democrática”.

Neves concluiu o seu discurso apelando aos sanvicentinos que reforcem as medidas da direção nacional da Saúde, para que a ilha possa voltar ao caminho de desenvolvimento.

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