Covid-19: Alguns mindelenses pedem estado de calamidade para ilha de São Vicente

12/01/2021 14:01 - Modificado em 12/01/2021 14:01
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Depois do Delegado de Saúde de São Vicente, Elísio Silva, ter pedido que seja decretado novo estado de calamidade na ilha, desta feita alguns mindelenses abordados pelo NN, afirmam que esta situação deverá ser decretada para a prevenção da propagação do SARS-CoV-2.

Depois de ontem a ilha ter registado mais 17 novos infetados e um óbito provocado pela covid-19, elevando para 198 os casos ativos e 11 mortes na ilha, os mindelenses mostram-se preocupados com o evoluir da situação e pedem que medidas reforçadas sejam tomadas para evitar o aumento de casos e de pessoas internadas o que poderá levar a ocorrência de mais óbitos.

Depois da quadra festiva a verdade é que os números da doença dispararam na ilha, sendo que as autoridades sanitárias apontam o incumprimento das pessoas, como a principal razão para este aumento de casos.

É assim que Maria Duarte apela às autoridades competentes que tomem as devidas medidas, para que a situação não piore mais do que já está neste momento. “Defendo medidas severas, porque a população não ajudou durante a quadra festiva, tendo havido muitas festas ilegais, também ajuntamentos em portas de lojas entre outros. Penso que a melhor solução neste momento, até que a situação melhore seria decretar o estado de calamidade para tentar diminuir os casos, óbitos e os internamentos” revela.

A mesma opinião tem Jorge Nascimento, para quem as autoridades deverão ter “mão dura” e tomar decisões reforçadas para combater a propagação da doença, que na sua opinião já tomou “proporções preocupantes” e que a solução talvez passe por um novo estado de calamidade.

“Um óbito ontem e mais 17 novos casos é realmente preocupante quando vemos que não foram diagnosticadas muitas amostras. Conforme o director nacional de Saúde temos ainda 9 pessoas internadas, o que a meu ver torna a situação mais grave e teremos que repensar os nossos comportamentos. Se o Fogo com poucos casos está em situação de calamidade não vejo porque razão São Vicente não possa entrar novamente neste estado” assegura.

Na mesma linha de pensamento dos outros entrevistados, Cláudia Dias salienta que a situação na ilha é “muito grave” e que são precisas “medidas urgentes” para que os casos tenham uma recessão, porque ao seu ver se as coisas continuarem por este caminho “poderá se tornar insustentável”.

“Não sei se o estado de calamidade irá resolver este problema, mas acho que irá pelo menos diminuir a taxa de incidência que é muito elevada neste momento. O povo não mediu nas suas atitudes durante a época festiva e agora está-se a pagar a factura e se as medidas forem radicais que não venhamos reclamar, porque foram as nossas atitudes que levaram a este cenário” pontua.

São Vicente tem neste momento 1.112 casos acumulados de covid-19, das quais 903 já foram dados como recuperados, ainda 11 óbitos.

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