Seis anos do naufrágio do navio Vicente

7/01/2021 23:58 - Modificado em 7/01/2021 23:58
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O naufrágio do navio Vicente, ocorrido a 8 de Janeiro de 2015, junto da ilha do Fogo, causou a morte de quinze pessoas, das quais apenas um corpo foi recuperado. Onze outros passageiros foram resgatados com vida.

Esta sexta-feira, 08 de janeiro, completam-se seis anos daquela que é considerada a maior tragédia marítima do país e que abalou todos os cabo-verdianos. O “Vicente” afundou-se perto do Porto do Vale dos Cavaleiros, por volta das 22 horas. A embarcação transportava passageiros e carga para a ilha do Fogo. Ao todo estavam 26 pessoas a bordo, entre membros da tripulação e passageiros.

As buscas, iniciadas momentos depois de o navio se ter afundado foram suspensas entre às 00:00 e as 02:00 da manhã e retomadas por volta das 07:00 com dois navios “Ostrea”, da Shell e “Kriola”, da Cabo Verde Fast Ferry.

Os últimos sobreviventes a chegar a terra foram resgatados pelo navio Ostrea, com o apoio de um mergulhador dinamarquês residente na ilha do Fogo e um profundo conhecedor da baía onde se afundou o navio Vicente.

Ao fim de 76 horas de buscas e nas condições em que se deu o naufrágio a possibilidade de encontrar sobreviventes era praticamente nula. A partir deste momento encontrar com vida ocupantes do Vicente era “considerado um milagre”.

Após o terceiro dia de buscas e não tendo sido encontrado mais nenhum sobrevivente nem foi resgatado nenhum corpo, o balanço final saldou-se em onze (11) pessoas resgatadas com vida, um (1) cadáver resgatado e 14 desaparecidos.

O mau tempo, o mar picado e a manobra arriscada efectuada pelo comandante terão provocado o afundamento do navio, o que veio pôr em causa diversas fragilidades do sector marítimo cabo-verdiano.

De acordo com o processo-crime instaurado na sequência do afundamento da embarcação, o comandante do navio, um dos mortos desse naufrágio, foi considerado o autor material e singular de crimes de homicídio negligente.

Três anos depois familiares das vítimas receberam uma pensão do governo.

O atual governo (MPD) decidiu, através de um decreto publicado em fevereiro de 2017, atribuir uma pensão aos herdeiros das vítimas mortais, com efeitos retroativos, na quantia de 20 mil escudos mensais para cada herdeiro.

No início de 2018, um despacho conjunto do ministro das Finanças e do ministro dos Assuntos Parlamentares e da Presidência do Conselho de Ministros, respetivamente, Olavo Correia e Fernando Elísio Freire, determinava a lista nominal dos referidos herdeiros que recebem a pensão social.

A sustentar a sua decisão o Governo evocou a vulnerabilidade económica das famílias afetadas.

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