Basquetebolista cabo-verdiano com projeto solidário para fazer um campus na ilha de São Vicente

6/01/2021 16:09 - Modificado em 6/01/2021 16:09
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O casal Betinho Gomes e Sofia Ramalho Gomes, que jogam no Benfica, querem implementar no próximo mês de julho, o projeto solidário “Aminga”, para fazer um campus na ilha de São Vicente, em Cabo Verde.

“Dar de volta o que as nossas modalidades nos deram” é o lema desta iniciativa onde estes dois atletas contaram, segundo o jornal desportivo OJogo com a irmã mais nova de Betinho, Fauzinha Gomes, ligada ao voleibol, e a mais velha, Elizabete Gomes, que fez carreira no andebol, para organizar em São Vicente um campus de verão que abranja as três modalidades da família, além de “uma vertente mais educacional, com aulas de informática, de inglês, de nutrição e trabalhando a parte mais emocional dos jovens”, segundo Sofia Ramalho Gomes.

“Queremos dar de volta o que as nossas modalidades nos deram. Eu e o Beto sempre tivemos o sonho de fazer o nosso próprio campus, em Portugal e em Cabo Verde. Nas últimas férias em que lá fomos, em 2019, acabámos por contactar responsáveis para o podermos fazer quando voltássemos. A minha cunhada mais nova também tinha esse sonho e juntou um grupo de pessoas interessadas no mesmo e fundámos a ‘AMINGA’”, explicou a atleta citada pela mesma fonte.

Inspirada na história do próprio Betinho, que deu nas vistas nos Jogos da CPLP de 2002 e assim foi convidado a vir para Portugal, a família Gomes quer abrir portas a mais jovens cabo-verdianos.

A história do marido, que deu nas vistas nos Jogos da CPLP de 2002 e graças a isso recebeu um convite para Portugal, treinando no Barreirense e acabando por ser o jogador luso que mais esteve próximo de entrar na NBA (2007), serviu de mote. “Se eu não tivesse participado no torneio da CPLP, dificilmente estaria aqui hoje. Na altura havia muitos atletas com talento, como eu, e que também poderiam estar aqui. É aí que entra AMINGA”, resume o extremo, regressado à Luz na época passada, após duas no MoraBanc Andorra, de Espanha (Liga ACB) e três no Trento de Itália (finalista da Lega A em duas ocasiões).

Para levar a cabo o campus, que deverá abranger 80 a 90 jovens, entre os 14 e os 16 anos, Betinho e Sofia lançaram-se numa angariação de fundos e material, que está em curso, e desdobraram-se em contactos. “Ainda nos faltam alguns que podem ser bastante importantes, mas estamos num bom caminho. Chegámos, por exemplo, a equipas da ACB, que têm sempre bastante material para doar no final das épocas. Procurámos universidades americanas e agentes europeus que possam vir a ter interesse em estar presentes, para ver novos talentos e futuramente ter novos jogadores. O objetivo também é esse: dar-lhes esperança num futuro mais promissor. Existe imenso talento que, por não ter as condições mais favoráveis, se perde. Ou alguém tem a sorte de ser visto e chamar a atenção, ou fica por ali e depois não há muito mais”, diz o casal.

Betinho e Sofia no entanto não querem que a AMINGA se fique pelo campus do próximo verão e já pensam voos mais altos.

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