Covid-19: Apesar do aumento de casos em S. Vicente o uso de máscaras não é praticado por todos

30/12/2020 23:07 - Modificado em 30/12/2020 23:08
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Mesmo com o aumento do número de casos positivos de covid-19 em São Vicente, o uso da máscara de proteção facial que se tornou obrigatória como forma de prevenir a infecção pelo novo coronavírus, não está sendo cumprido por todos nomeadamente no centro do Mindelo (Morada).

São Vicente é por esta altura a ilha com o maior número de casos ativos da doença, o que requer que a par da lavagem das mãos e o reforço das medidas de higiene, a prática do distanciamento físico e o uso de máscaras de proteção facial como forma de prevenir a infeção pelo novo coronavírus, sejam reforçados de forma a impedir a propagação da covid-19.

Contudo, no centro da cidade, onde ao contrário dos primeiros dias da entrada em vigor da lei do uso obrigatório da mascará facial, que implica multa aos infratores, neste momento muitas pessoas não praticam o distanciamento e não usam máscaras, o que se estende a vários bairros da cidade onde é notório a falta de zelo e desobediência quanto a estas medidas de prevenção.

Abordado pelo Notícias do Norte, José Carlos, afirma que tem observado muitas pessoas que não estão a cumprir com a lei do uso obrigatório das máscaras faciais, sobretudo no centro da cidade, onde diz que o risco é maior por ser um local de grande movimentação de pessoas.

“Fico muito preocupado quando vejo algumas pessoas a circularem sem a máscara, ou mesmo com ela colocada no queixo, o que aumento o risco de transmissão da covid-19. As pessoas devem ter mais cuidado pois é uma questão de saúde pública e peço as autoridades policiais que tenham mão pesada sobre os infractores” acrescenta.

Já Paulino César, garante que dentro da sua zona é possível encontrar grupos de pessoas reunidas, como sempre foi, e a maioria nem sequer usa a máscara de proteção. Pelo contrário, dentro da cidade diz encontrar as mesmas pessoas com máscaras e a fazer um certo distanciamento social. “Entendo que é porque circulam mais pessoas e há mais autoridades para fiscalizar o cumprimento ou não das medidas, que estas pessoas têm esse comportamento”, afirma.

À semelhança destes dois entrevistados, Carla Brito, conta que no início da pandemia as pessoas do seu bairro preveniam-se. Mas ultimamente são poucos os que usam máscaras e menos ainda os que respeitam o distanciamento físico, o que gera preocupações e poderá aumentar ainda mais o número de casos na ilha. 

De realçar que depois de ontem a ilha ter registado 16 novos casos da doença, hoje houve o registo de mais 20 infetados.

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