Perspectiva: Sanvicentinos classificam 2020 de ano “muito difícil” sobretudo devido a crise provocada pela covid-19

29/12/2020 23:58 - Modificado em 29/12/2020 23:58
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Os sanvicentinos com quem falamos classificam o ano de 2020 de “muito difícil”, sobretudo pela pandemia da covid-19 que assola o nosso país, fazendo com que muitos tenham perdido rendimentos, mas auguram melhorias para o novo ano que se avizinha, pedindo que condições sejam criadas com mais postos de trabalho, especialmente para os jovens.

Esta percepção é manifestada por Jorge da Luz, assegurando que 2020 foi um ano de “muitas dificuldades”, onde para além da problemática da falta de emprego, a crise provocada pela covid-19, veio aumentar as dificuldades financeiras.

“Perdi rendimento com a chegada desta doença no país. Fui para casa e até ao momento estou à espera de ser chamado para o trabalho. Uma situação muito complicada, porque tenho de arranjar outras soluções para poder pagar as despesas” sustenta este mindelense para quem não acreditava que no início do ano o país estaria na situação que vive no momento.

Marcela Gomes, também aponta que o ano de 2020 foi o mais difícil com que já deparou, pelo facto de estarmos pela primeira vez a viver um ano atípico. Questionada se no início de 2020 fazia ideia de que este ano seria de dificuldades, esta garante que nem nos “piores sonhos” poderia imaginar que a vida dos cabo-verdianos, e não só, iria “sofrer uma autêntica reviravolta”, tanto no seu modo de vida como a nível financeiro.

“Mas estou confiante e não perco fé de que o ano 2021 nos trará grandes novas a todos os níveis. Principalmente que esta doença possa ser combatida e que voltemos não da forma como vivíamos antes, mas sim de forma mais confortável” concluiu.

Por sua vez, António Neves, na mesma linha de raciocínio afirma que as dificuldades vivenciadas este ano mostram que o povo cabo-verdiano é forte e que não desiste, mas pede atenção redobrada das autoridades para que os jovens tenham mais oportunidades no mercado de trabalho, para debelar a crise.

“Um ano certamente muito difícil. Para mim que sou jovem senti na pele o que é ter de ficar em casa sem salário e com contas para pagar. Este ano foi de muita luta, sobretudo porque vivemos pela primeira um estado de emergência, o que mostra o quão difícil foi este ano que está quase a findar” enaltece.

Na mesma senda diz-se com esperança de que o próximo ano traga mais oportunidades aos jovens e que a covid-19 possa ser vencida para que o mundo e o país retomem a “normalidade”.

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