Mindelenses defendem que obrigatoriedade de testes rápidos para viajantes de Santiago deveria ser mantida

29/12/2020 13:51 - Modificado em 29/12/2020 13:51
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A aplicação de testes rápidos para viajantes de Santiago para outras ilhas, deixou de ser obrigatório, sendo que a nova medida começou a vigorar esta segunda-feira, 28, mas alguns mindelenses abordados pelo NN defendem que esta deveria ser mantida, evitando assim que os casos voltem a aumentar nas ilhas sem casos ativos.

De acordo com Jorge Noel Barreto, diretor nacional de Saúde, essa medida entrou em vigor segunda-feira, mas terá uma tolerância de 48 horas para dar tempo às pessoas e às companhias de transporte de se organizarem e ter acesso às informações. Já os passageiros provenientes do Maio passam a ser sujeitos a testes rápidos negativos para todas as ilhas, excetuando para o Fogo, São Vicente e Santo Antão.

Abordados por este online, alguns mindelenses dizem que apesar do decréscimo do número de casos na ilha de Santiago, a medida deveria ser mantida, para evitar novo aumento de casos nas ilhas com poucos casos ativos e evitar novos casos nas ilhas sem casos ativos neste momento.

É o caso de Miguel Sousa, que defende que deveria haver maior ponderação das entidades sanitárias na tomada de decisões do género, pois poderá abrir a possibilidade de muitos assintomáticos viajarem para outras ilhas e contaminarem outras pessoas. “Acho que deveria haver mais tempo de ponderação, porque apesar de a situação parecer controlada na ilha de Santiago, as coisas podem mudar de um momento para o outro” frisou.

Já Nuno Nascimento entende que a medida foi tomada para ajudar as pessoas e facilitar no seu deslocamento entre as ilhas, mas não deixa de manifestar a sua preocupação com esta decisão, que segundo o mesmo poderá colocar em causa todo o trabalho já feito até aqui por todas as entidades. “Espero que tudo possa continuar como está com poucos casos em todas as ilhas”.

“É uma decisão com um certo grau de risco, mas o Ministério da Saúde, quer passar a ideia de que as coisas estão melhorando e realmente está num bom caminho. Agora espera-se que as coisas não piorem em outras ilhas com poucos casos ativos e mesmo nas que não tem casos ativos neste momento” apontou Manuela Lima.

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