Serviços prisionais não permitem que médico oncologista examine Alex Saab

24/12/2020 17:30 - Modificado em 24/12/2020 17:30
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De acordo com um comunicado de imprensa da defesa de Alex Saab, os responsáveis pelos serviços  prisionais de Cabo Verde recusaram que um médico oncologista observasse Alex Saab.

“Apesar das autoridades nacionais concederem a autorização para o avião com um oncologista, claramente identificado, aterrar na ilha do Sal, as autoridades prisionais e os seus superiores passaram então três dias a observar uma forma ritualizada de silêncio e negaram a autorização para o fim para o qual ele veio ao arquipélago. Após três dias de espera, o médico não teve outra escolha senão regressar a casa para se envolver no seu trabalho com outros doentes antes do Natal”. 

A defesa de Saab recorda que o Tribunal da Relação de Barlavento, no despacho do dia 15 de dezembro, onde negou o pedido de mudança da medida de detenção para prisão domiciliária, determinou que Alex Saab podia ser observado por um médico do exterior ao afirmar, “Entretanto, por requerer que lhe sejam assegurados consultas médicas, idas ao posto de saúde, entendemos que é um direito que lhe assiste, o direito à saúde mesmo estando encarcerado”.  

Isto depois de que “O Tribunal Comunitário de Justiça da CEDEAO ordenou a 2 de dezembro que o Enviado Especial Saab fosse imediatamente colocado em prisão domiciliária e que lhe fosse facultado o acesso sem restrições a cuidados médicos especializados de que necessita urgentemente”.

O comunicado acrescenta que “ Ninguém pode contestar que Alex Saab necessita urgentemente de cuidados médicos especializados, ninguém pode contestar que ele é um doente com cancro, ninguém pode contestar que ele perdeu 26 kg de peso corporal e ninguém pode contestar o facto de Alex Saab ter sido atendido por médicos não qualificados que receitaram, para a a insónia, medicamentos para doentes em fase terminal.”

A defesa de Saab questiona “ O que é que leva Cabo Verde a um comportamento tão desumano e sem compaixão? O que é exatamente que o regime tem tanto medo de vir ao conhecimento do mundo? Porque é que o regime está a destruir anos de criação de uma  imagem cuidadosamente cuidada, da liberdade e da busca da felicidade?”

Termina com um apelo ao primeiro -ministro “para que mostre sentido de Estado e se coloque acima da briga política e mostre que tanto ele como o seu país são capazes de demonstrar compaixão e consideração.”

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