Forças Armadas com orçamento anual de 800 milhões de escudos querem aumento de 10% para satisfazerem todas as suas necessidades

17/12/2020 23:10 - Modificado em 17/12/2020 23:10
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Foto: Inforpress

Em declarações à imprensa, o Chefe de Estado-Maior das Forças Armadas (CEMFA) de Cabo Verde, Anildo Morais, revelou que o orçamento da instituição é de cerca de 800 milhões de escudos, mas quer mais.

Anildo Morais diz que com um aumento de 10%, as Forças Armadas já estariam em condições de dar resposta às suas necessidades.

Com um quadro de 1.803 efetivos, o responsável máximo das Forças Armadas considera que a instituição castrense precisa melhorar o seu orçamento em termos de investimentos, para dar melhor resposta em termos de atividades operacionais.

O primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, no âmbito de uma visita às estruturas da instituição castrense na cidade da Praia, disse hoje que as Forças Armadas orgulham o país e destacou a “contribuição muito relevante” que esta instituição tem dado no combate à pandemia do novo coronavírus.

“Aproveito também para agradecer e reconhecer o contributo das Forças Armadas neste bom combate”, começou por afirmar o chefe do Governo, durante uma visita às estruturas das Forças Armadas de Cabo Verde sediadas na cidade da Praia, começando pela Chefia do Estado-maior, na Várzea.

Na sua intervenção, Ulisses Correia e Silva destacou a “prontidão desde a primeira hora” das Forças Armadas, com a participação em várias ações, quer de fiscalização, quer de integração no Sistema Nacional de Proteção Civil, que permitiram fazer face a necessidades de proteção.

“Mas também de respostas, de tal forma que a vossa contribuição foi e tem sido muito relevante e vai continuar a ser porque ainda estamos em combate, para que possamos ultrapassar esta fase difícil da vida da Nação”, salientou.

Por seu lado o Chefe Estado-Maior das Forças Armadas sublinhou ainda o contributo dado pelas Forças Amadas no âmbito da pandemia de covid-19 no país, uma “ameaça totalmente diferente e inesperada”, que exige grande capacidade de adaptação a todos os níveis.

Anildo Morais disse que as Forças Armadas envolveram-se “a fundo” nas mais diversas áreas de atuação, desde a fiscalização e controlo das medidas adotadas pelo Governo, apoio a entidades como a Polícia Nacional, Proteção Civil, delegacias de Saúde e Ministério da Saúde.

“Participamos desde o transporte de pessoal, material e medicamentos ao controlo efetivo de áreas marítimas, áreas costeiras e circulação de pessoas em diversas ilhas”, enumerou o chefe de Estado-Maior, para quem a pandemia veio demonstrar que os desafios futuros “são enormes”.

Para o mesmo responsável, a situação atual veio provar que apesar de tudo o que foi feito, é necessária uma preparação militar mais variada e virada para enfrentar outros cenários, principalmente no apoio à população e instituições.

“O que exige melhores condições operacionais, melhor equipamento e um treino diversificado”, apontou Anildo Morais, para quem o desafio é criar essas condições no futuro para que as Forças Armadas possam continuar a servir a Nação e os seus interesses.

NN/Lusa

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