Presidente da República de Portugal diz que cabo-verdiano que salvou homem no Rio Tejo deve ser “distinguido pela coragem e pela vontade de ajudar o próximo”

13/12/2020 23:22 - Modificado em 13/12/2020 23:25
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José Brito e o filho Bryan, duas horas depois do salvamento arriscado, de novo junto à margem do rio Tejo | Foto: João Rodrigues

O cabo-verdiano, José Brito passeava com o filho junto ao Cais das Colunas-Terreiro do Paço, em Lisboa, quando viu um homem cair à água e lançou-se ao rio para o salvar enquanto outros filmavam sem nada fazerem.

O Presidente da República portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, conforme informações veiculadas pela imprensa lusa, quando tomou conhecimento do episódio não poupou elogios à “coragem” do homem que não hesitou em lançar-se ao rio para salvar uma pessoa de afogamento.

“Ao tomar conhecimento do salvamento da pessoa que caiu esta manhã nas águas do Tejo, junto ao cais das colunas, o Presidente da República enalteceu o bom exemplo de solidariedade humana e de coragem demonstrado por José Brito, que enquanto passeava com o seu filho salvou uma vida humana”, lê-se na nota publicada, este sábado, no site da Presidência da República.

“Em tempos tão difíceis, esta ação certamente marcará os que assistiram, no local, ao salvamento, como todos os que dele tiveram conhecimento”, acrescentou Marcelo Rebelo de Sousa na mesma mensagem, na qual sublinha ainda que José Brito “deve ser distinguido pela coragem e pela vontade de ajudar o próximo”.

Este homem de 37 anos tornou-se no “herói” quando se deparou com um possível afogamento, na manhã de sábado, 12, no rio Tejo, em Portugal.

Conforme informações veiculadas pela imprensa portuguesa, José Brito, tirou a roupa antes de se atirar às águas do Tejo e auxiliar o cidadão de 55 anos, que boiava sem qualquer reação. “Voltaria a fazer tudo de novo para salvar uma vida. Uma vida é sempre uma vida, não tem preço”, disse José em declarações à SIC.

José Luís Brito, pescador em Cabo Verde e agora cozinheiro, veio para Portugal há 16 anos para fazer um transplante de medula óssea. Também ele foi salvo. “Hoje estou vivo graças à medicina portuguesa e de Cabo Verde também”, disse. 

O homem no entanto, foi transportado para hospital de São José onde ficou internado sob observação, mas encontra-se fora de perigo.

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