Cadeia da Ribeirinha regista 28 casos positivos de Covid-19

7/12/2020 19:31 - Modificado em 7/12/2020 19:31
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Estes números surgem do resultado das amostras recolhidas no fim de semana, na  Cadeia Central da Ribeirinha, em São Vicente, depois da morte de um cidadão sueco vítima de covid-19.

O homem de 59 anos estava detido na Cadeia de Ribeirinha, há alguns anos, a cumprir uma pena de prisão de 5 anos, por tráfico de drogas e tinha outras comorbidades tais como hipertensão.

De acordo com o diretor nacional de Saúde, Jorge Noel Barreto, este registo de casos é o resultado de uma investigação epidemiológica levada a cabo na sequência da morte do recluso infetado com Covid-19.

Em conferência de imprensa, Barreto revelou ainda que algumas pessoas foram levadas ao hospital, mas sem gravidade.

Foram analisadas amostras de entre 30 a 40 pessoas na cadeia e 28 acusaram positivo para a doença.

Ainda não se sabe como o vírus entrou na cadeia, uma vez que não havia visitas mas, no entender do Noel Barreto, pode ser que tenha entrado por algum recluso, já que há necessidade de sair, nomeadamente para consultas externas.

De relembrar que em janeiro deste ano, o Provedor de Justiça, através do relatório de uma visita efetuada ao estabelecimento prisional de São Vicente denunciou que o local, está sem assistência médica há cerca de três anos, o que pode explicar este tipo de casos.

Há três anos sem assistência médica, como alternativa a Cadeia recorre a um agente prisional, licenciado em enfermagem, que executa as tarefas de enfermeiro, embora não seja esse o seu enquadramento profissional.

O problema da assistência médica nos estabelecimentos prisionais não é uma realidade apenas de São Vicente.

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