Presidente da UCID exige instalação da Câmara Municipal de São Vicente – c/vídeo

1/12/2020 13:37 - Modificado em 1/12/2020 13:37
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O presidente da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID), António Monteiro mostra-se preocupado com o atraso e a não instalação da Câmara Municipal de São Vicente, que passados quase duas semanas, ainda os vereadores eleitos não foram convocados para a primeira reunião da edilidade mindelense.

Um atraso, que António Monteiro, em conferência de imprensa na manhã desta terça-feira, na sede nacional, diz que esta atitude deixa transparecer, embora admita que possa ser precipitada, “alguma preocupação em fazer desaparecer ou queimar algum arquivo”, referente as denúncias feitas pelo partido ao longo dos anos.

O presidente Augusto Neves, reeleito nas eleições de 25 de outubro, e com a tomada de posse no dia 18 novembro, já teve, conforme o líder da UCID, tempo suficiente para iniciar as “demarches” necessárias para que a CMSV, na pessoa dos seus vereadores, possa estar já a funcionar.

E considera que as razões para os partidos com representação na câmara ainda não terem sido convocados, para se ter o encontro e analisar a gestão camarária e preparar para se iniciar a gestão política, não os convencem. “Não há razões para este compasso, até porque o processo da impugnação tem os seus trâmites legais”.

Por isso, exige que seja rapidamente feita a instalação dos vereadores para se iniciar o trabalho normal na câmara e que esta saia da ilegalidade em que neste momento se encontra.

Monteiro relembra ainda que a par de todos os municípios, São Vicente é o único que ainda não tem a câmara instalada. “E a ilha não pode ser excepção, tem que ser modelo”, atira António Monteiro que é também vereador eleito pela UCID.

Outrossim diz ainda não entender, porque é que o presidente mais os outros vereadores, podem estar a trabalhar e os outros dos dois partidos, UCID e PAICV, não estarem. “Consideramos ser uma ilegalidade e pedimos ao governo, ao ministro da tutela para interceder para fazer retomar a normalidade da gestão da câmara”, apela.

Até quinta-feira passada, iria ser realizada a primeira reunião, mas António Monteiro diz que até este momento não houve nenhum contacto com os vereadores da UCID, avançando que os vereadores do partido tiveram “a iniciativa na segunda-feira passada de entrar em contacto com o gabinete do presidente, procurando saber quando iriam começar os trabalhos, na altura foi-nos informados que seriamos contactados na quinta-feira”, o que não aconteceu e portanto este posicionamento da UCID em denunciar este atraso, “premeditado”.

Em relação a assumpção e profissionalização do seu mandato como vereador, diz que tudo é possível e que depende dos pelouros que vão escolher, e não os que lhes serão atribuídos, bem como a delegação de competência.

António Monteiro diz que quer os pelouros do Urbanismo e Gestão do Território, pelouro Social e de Área Financeira, até porque sabem em que áreas são melhores e que poderão dar mais contributo aos munícipes e à ilha no seu todo e também não querem ser apenas uma figura de corpo presente, “porque conhecendo a gestão municipal de São Vicente, poderemos com a delegação fazer um trabalho de qualidade na câmara e não ser uma figura de corpo presente, enquanto as decisões ficam nas mãos do autarca”.

O Movimento para a Democracia (MpD), que venceu as eleições de 2020 sem maioria absoluta, conseguiu quatro mandatos para a Câmara (Augusto Neves, Silmara Sousa, Rodrigo Rendall e José Carlos da Luz), contra nove no mandato anterior, e a União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID) elegeu três vereadores (António Monteiro, Neusa Sança e Anilton Andrade). O Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), por seu lado, elegeu dois vereadores (Albertino Graça e Celeste da Paz) e o Movimento Independente Más Soncent (MIMS) não obteve nenhum vereador.

Elvis Carvalho

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