“Manuel d’Novas – Coração de Poeta” de Neu Lopes vence Prémio Melhor Longa Documental da 7.ª edição do Festival Plateau

30/11/2020 13:17 - Modificado em 30/11/2020 13:17
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O filme “Manuel d’Novas – Coração de Poeta” do realizador Emanuel Lopes, também conhecido como Neu Lopes, foi o escolhido pelo júri da sétima edição do Festival Plateau, como melhor Longa Documental.

Ainda foi escolhido como o prémio Revelação Nacional  

“Manuel d’Novas – Coração de Poeta” regista depoimentos de nomes marcantes do folclore musical do arquipélago, poetas, musicólogos e companheiros das lides musicais de Manuel d’Novas.

De início, o documentário aborda a sua origem. Manuel Jesus Lopes nasceu em Santo Antão, a 24 de dezembro de 1938. Através de depoimentos de familiares, amigos e conhecidos, conhecemos o homem, o emigrante e o marinheiro.

Manuel de Jesus Lopes de nome próprio, Manuel d’Novas nasceu na localidade de Penha de França, ilha de Santo Antão, e faleceu a 22 de Setembro de 2009, na ilha de São Vicente.

No meio musical é tido com um dos poetas e compositores cabo-verdianos mais conhecidos internacionalmente, tendo sido o compositor preferido de nomes como Cesária Évora, Bana e Ildo Lobo, todos já falecidos.

Da sua autoria existe mais de uma centena de composições, sobretudo mornas e coladeiras.

Pela contribuição na criação literário-musical na morna e coladeira, e pela difusão dos valores cabo-verdianos, Manuel d´Novas foi agraciado com a Primeira Classe da Medalha do Vulcão, a 5 de Julho de 1997.

Por ocasião do 19º Festival da Baía das Gatas, a Câmara Municipal de São Vicente, por seu lado, e num gesto de homenagem, dedicou àquela edição ao popular compositor.

Outros vencedores:

Prémio Melhor Curta Documentário

Luís Humberto: O olhar possível, de Mariana Costa e Rafael Lobo (Brasil)

Prémio melhor Curta Ficção

Neguinho/Blackie, de Marçal Vianna (Brasil)

Prémio Melhor Longa Ficção

Avó dezanove e o Segredo do Soviético, de João Ribeiro (Portugal, Brasil, Moçambique)

Prémio Revelação Nacional

Manuel d’Novas – Coração de Poeta

Prémio Especial do júri

Mia Couto: Sou autor do meu nome, de Solveig Nordlund (Portugal)

Menções honrosas Ex-aequo (documentário)

Ser feliz no vão, de Lucas h. Rossi dos Santos (Brasil)

Uma força extraordinária, de Amandine Goisbault (Brasil)

Menções honrosas ex-aequo (ficção)

A barca, de Nilton Resende (Brasil)

Em quadro, de Luís Campos e Pedro Paulo de Andrade (Brasil)

O Júri reconhece, por um lado, o impacto profundo que tais eventos tiveram e têm na indústria internacional do cinema, com o depauperamento e rarificação de espaços culturais tais como festivais, e a sua limitação a plataformas online afectando a capacidade real dos cineastas independentes se exprimirem, produzirem e, ainda mais essencialmente, lançarem no mercado filmes que não raras vezes estiveram anos em produção. Daí advêm consequências óbvias do ponto de vista da validação artística, da monetização e valorização das suas carreiras, e do reforço de suas plataformas culturais e políticas.

Por outro lado, reconhece ainda a Júri do Plateau 2020 que, neste ano em particular, as vozes dos artistas e cineastas, e o seu profundo empenhamento cívico, foi mais relevante que nunca. Num ano em que o debate público se iniciou com a COVID-19, mas logo se alargou para um questionamento e realinhamento das questões raciais, do empoderamento das mulheres, e dos direitos LGBTQI2S+, o Júri entende por bem manifestar o seu agrado com a programação inclusiva e representativa do Festival Internacional de Cinema da Praia. Sublinha-se a presença poderosa de realizadores, vozes, e estórias frequentemente marginalizadas pelo mainstream.

Entende ainda o Júri demonstrar o seu apoio por estas escolhas programáticas, pela carreira dos cineastas, e pelo importante discurso público a que se deu continuação, alargando o espaço para que se reconheçam mais obras cinematográficas de relevo eminentemente sociopolítico, em particular nas temáticas relacionadas com os direitos das mulheres, e com a representação Negra, Africana e Afro-Diaspórica. Assim, o Júri do Plateau 2020 decidiu excepcionalmente atribuir um conjunto de quatro Menções Honrosas de curtas-metragens brasileiras (duas de ficção, duas documentais) cujos contributos para o enriquecimento do entendimento público destes temas é indiscutível, e que cimentam a essencialidade do sector artístico brasileiro no espaço público, no espaço social, no espaço intelectual.

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