Assembleia Nacional: António Monteiro deputado da UCID suspenso da sessão e depois readmitido pelo presidente – c/vídeo

25/11/2020 13:59 - Modificado em 25/11/2020 13:59
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Esta manhã, o deputado nacional da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID), António Monteiro, no momento da sua intervenção nesta segunda sessão de novembro, que arrancou hoje e termina na sexta-feira, 27, foi suspenso da sessão e readmitido minutos depois pelo presidente Jorge Santos.

Uma atitude que segundo o deputado nacional, que é também líder da UCID, constitui “uma tentativa de assassinato político do líder do partido”. Sobre os motivos da suspensão temporária, Monteiro diz que se alegou o facto de ter sido eleito vereador da Câmara Municipal de São Vicente e neste sentido retirado da plataforma.

Em conferência de imprensa, Monteiro diz que é terrível para um estado de direito democrático, que devido a assumpção da Assembleia na Municipal de São Vicente, os deputados da UCID terem sido, “brindados com revanchismo, ódio e uma postura inadmissível em democracia”.

Apontando as baterias a Jorge Santos, o deputado nacional eleito vereador por São Vicente, diz que este não tem competência para a suspensão do seu mandato. “A prerrogativa é da Comissão Permanente da Assembleia Nacional que se reúne para tomar estas decisão e pelo que sabemos, já que a UCID tem um deputado que faz parte desta comissão, não se reuniu”, logo considera antidemocrático a situação presenciada.

Sobre esta situação, afirma que esta postura da Assembleia Nacional, dos deputados do Movimento para Democracia e com alguma conivência do Governo, para o partido demonstra que não irão poupar esforços, enquanto não “assassinarem o meu carácter e me assassinarem politicamente”, entretanto deixa claro que não conseguirão e que a partir de agora vai reforçar a sua posição política, deixando esta de ser branda, porque não admite que ódio, raiva e revanchismos sejam utilizados na política para assassinato de carácter e político.

Por isso, justifica os cidadãos terem receio de participar na vida política e partidária e assumir uma vida política pública. “Eu que estou dentro de um partido e sendo líder do mesmo, tenho essa perseguição política de forma inadmissível, imagine se for um cidadão que não tem por detrás dele a força de uma instituição partidária” e reforça, será “simplesmente comido”.

Em resposta às declarações do presidente da Câmara de São Vicente que vai distribuir pelouros a quase todos os vereadores, António Monteiro responde que o presidente pode fazer os convites que bem entender. “Pode convidar e dar pelouros a todos os vereadores e, repetimos, somos nós que iremos escolher os pelouros, bem como a delegação de competências. Se tal houver, iremos pensar e continuaremos em São Vicente assumindo o pelouro que iremos escolher, ou então não continuaremos”, assegura.

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