PM considera que São Vicente precisa de um reforço no combate à Covid-19

18/11/2020 13:00 - Modificado em 18/11/2020 13:00
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Após um encontro com as autoridades locais, para se inteirar das medidas em curso para responder aos impactos do novo coronavírus na ilha de São Vicente, Ulisses Correia e Silva destacou o trabalho feito no combate à Covid-19 pela Delegacia de Saúde, o Hospital Baptista de Sousa, a Proteção Civil, bem como as ONG´s e as Forças Armadas que se tem traduzido, conforme o executivo, “num controlo da sua propagação”.

Entretanto, o PM mostrou-se preocupado pelo aumento do número de casos na ilha nas últimas duas semanas, por isso considera que se exige um reforço de ação no combate à pandemia, sendo a primeira destas ações dirigidas aos cidadãos, lembrando que só “ganhamos este combate se sempre cumprirmos as regras básicas. Não é agradável usar máscara mas tem ser, não só porque é obrigatório, mas para nossa proteção e a dos outros, e também o distanciamento social, sempre que possível”, defende.

O Primeiro-ministro refere ainda que o período do Natal e Fim de Ano que se aproximam e que vão ser particularmente difíceis, relativamente àquilo que a população está habituada. “Vamos entrar no período de Natal e Fim de Ano, um período particularmente difícil e diferente daquilo que estamos habituados, mas vamos ter que os passar com condicionamentos, porque até lá não teremos a eliminação do vírus e dos casos de contágios”, refere.

“Estou ciente daquilo que o Serviço Nacional da Saúde tem estado a fazer. Os profissionais de saúde têm estado à altura, não só na prevenção, mas também nas respostas. Temos apenas 40 casos ativos [em S. Vicente], mas isto não é motivo para baixarmos as armas. É preciso que haja uma redução da transmissão porque esta pandemia afeta também a economia”, refere.

Desde o início da pandemia, refere o Delegado de Saúde de São Vicente, já foram gastos cerca de 21.790.251 escudos, dos quais mais de 11 mil contos foram com recrutamentos.

Elísio Silva avançou que para fazer face à pandemia, foram contratados 25 enfermeiros, técnicos de laboratórios, pessoas para trabalhar na limpeza, na secretaria, condutores e tudo isso tem o seu custo e já foram realizados mais de 10 mil testes de despiste da Covid-19  em S. Vicente e que já foram feitos 9.809 testes rápidos e 4.021 RT-PCR. A delegacia teve um custo de mais de 1.740 contos com subsídios e mais de 380 contos com gastos em equipamentos diversos.

Sobre a situação actual dos casos da covid-19 em São Vicente, a mesma fonte avançou que existe um total de 336 casos acumulados, dos quais, 291 são considerados recuperados e 40 estão activos.

Segundo o delegado, “São Vicente não tem tido um grande número de casos, tal como acontece em outros concelhos, porque a maior parte das pessoas que recebem o diagnóstico da covid-19 já se encontram em isolamento” e realça que estão a “reforçar as medidas sanitárias em diferentes pontos na ilha”.

No entanto, apela a toda a população da ilha a começar a cumprir as regras.

Neste momento a ilha de São Vicente tem 40 casos ativos de COVID-19, sendo os dois últimos confirmados na terça-feira, 5 óbitos, 291 recuperados, num total acumulado de 336 casos da doença.

O país contabiliza 416 casos ativos do novo coronavírus, 9.438 recuperados, 103 óbitos por COVID-19 e 2 transferidos, perfazendo um total de 9.960 casos positivos acumulados.

EC

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