UCID quer que governo assuma o seu papel na prestação de uma educação de qualidade no país

5/10/2021 23:31 - Modificado em 5/10/2021 23:31

A União Cabo-verdiana Independente e Democrática – UCID, quer que o governo analise a situação da educação do país tendo como referência algumas ordenações que aconteceram no ano passado e que não abonam a qualidade do ensino. Em causa estão as indicações dadas pelo governo, que fizeram com que alguns alunos acabassem por passar de ano quando podiam ficar retidos ou terem-lhe sido criadas outras oportunidades.

Em conferência de imprensa no Mindelo para a antevisão da primeira sessão do ano parlamentar que começa esta quarta-feira, 06, Dora Pires considerou que este debate com o Ministro da Educação chega “num bom momento”, que é o início do ano lectivo. “É um momento para reflectirmos sobre o fim do ano transacto e ver a situações que aconteceram e projectar para um novo ano, este ano a 100%, tendo em conta as dificuldades passadas”, referiu a deputada da UCID.

Os deputados da UCID pelo círculo de São Vicente querem também chamar a atenção do governo, e exigir que as escolas estejam em melhores condições de dar uma melhor qualidade de ensino, bem como o regime de avaliação e o regime de faltas, que segundo Dora Pires também que não são adequados, principalmente no sétimo e oitavo ano. “Continuamos a ter jovens de 17 e 18 anos que não desejam lá estar e que podem prejudicar os mais novos no processo de ensino aprendizagem”, logo, defendeu que é preciso saber o que fazer para que esses jovens que não querem saber do sistema e que sejam integrados em formações ou em oficinas para preparar-lhes para o futuro.

Dora Pires falou ainda sobre as reivindicações dos professores e o pré-escolar, que segundo a deputada da UCID, deve ser assumida pelo governo, justificando que a “primeira preparação, e a melhor, é feita no pré-escolar.”

Em relação à interpelação ao Governo sobre a Política Energética, a UCID voltou a pedir uma aposta a 100% nas energias renováveis. “Somos ilhas, temos sol todo o ano, vento, movimento das ondas do mar e há necessidade do governo apostar nisso”, salientou Dora Pires.

Outro ponto da agenda será a composição das Representações Internas e Externas à Assembleia Nacional e do Grupo Nacional à Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (AP-CPLP), Dora Pires denunciou uma violação do regimento da Assembleia Nacional que, segundo ela, a UCID acabou por ficar de fora das cinco comissões, invocando o próprio regimento para sustentar as suas críticas.

Dora Pires disse ainda que o parlamento sempre solicitou os nomes dos deputados para participar nas cinco comissões especializadas, mas desta vez, sustentou ela, as comissões foram formadas só com os dois partidos, o PAICV e o MpD, cujos membros já foram empossados, isto é, sem nenhum representante da UCID.

Uma situação que vai contra o regimento porque existem três partidos com assento parlamentar e não dois, afirmou a deputada da UCID que exige o cumprimento do regimento, como tem sido feito ao longo dos anteriores mandatos.

“O regimento diz que a composição das comissões, com excepção da Comissão Permanente, deve corresponder à representação de cada partido na Assembleia Nacional (AN). A alínea 3, diz que o número de membros de cada comissão e a sua distribuição pelos diversos partidos são fixados por deliberação na AN sob a proposta do presidente, ouvida a conferência dos representantes dos grupos parlamentares”, rematou a deputada da UCID.

Elvis Carvalho

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