São Vicente: PAICV, UCID e MIMS chumbam Lídia Lima do MpD para presidente da Assembleia Municipal

17/11/2020 15:10 - Modificado em 17/11/2020 15:10
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Os deputados da União Cabo-verdiana Independente e Democrática, UCID, do Partido Africano da Independência de Cabo Verde, PAICV e do Movimento Independente Más Soncent, MIMS, chumbaram hoje, a lista do Movimento para a Democracia, MPD, encabeçada por Lídia Lima, para a presidência da Assembleia Municipal, cuja mesa é eleita por listas nominativas, por escrutínio secreto e por maioria absoluta dos votos dos deputados municipais.

Neste sentido, os três partidos com 12 votos contra 9 do MpD chumbaram a lista apresentada por esse partido, sublinhando que foi a única lista apresentada para escrutínio no âmbito da investidura dos novos órgãos municipais, eleitos nas eleições autárquicas de 25 de outubro último.

Ainda antes da votação dos elementos que vão dirigir os trabalhos da Assembleia Municipal nos próximos tempos, foi constituída uma mesa provisória, que ao iniciar os trabalhos solicitou a apresentação das listas para eleição de uma mesa definitiva.

Após período de tempo estabelecido, e sem as outras bancadas se pronunciarem, e prestes a iniciar a votação, UCID, pela voz de um dos seus deputados, solicitou a apresentação de uma lista, que foi prontamente recusada Lídia Lima, presidente temporária da mesa da Assembleia.

Uma situação que suscitou várias intervenções, apontando Lídia Lima como autoritária. Em sua defesa e citando o regulamento da AM, a presidente provisória defendeu-se alegando que nesta fase de votação o processo não iria ser interrompido e que mesmo na posição que se encontrava de forma temporária, não iria abrir um precedente. “Não é correto e não vamos deixar passar o momento”, frisou, alegando que a situação foi criada de propósito para “perturbar os trabalhos”.

Contrariando esta posição, Dora Pires da UCID e Jean Emanuel do PAICV criticaram esta posição de Lima, que foi subscrita por outros deputados, referindo que em democracia, não é assim que funciona e que ela, Lídia Lima “por estar na posição de presidente não dá a palavra a ninguém, porque pensa que manda”, acusou Dora Pires.

De acordo com a bancada do MpD, a população quis uma mesa plural e que o partido envidou todos os esforços para esta concretização, alegando que tal não foi possível.

Após o escrutínio com os votos contra do PAICV, UCID e MIMS, foi apresentado uma nova lista para ser submetida a votação, mas que acabou por não ser aceite pela mesa, alegando que já tinham ultrapassado as 2h30, o tempo limite recomendado pelas autoridades de saúde, devido a Covid-19.

Os trabalhos entretanto foram reagendados para esta quarta-feira, às 10 horas, após requerimento da bancada da UCID, para continuar adiado, ter sido ignorado pela mesa que encerrou os trabalhos, sem submeter o requerimento a votação, conforme estabelece o regulamento da AM.

Elvis Carvalho

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