Presidente da UNTC-CS: “Os marítimos de São Vicente sentem-se desmoralizados e abandonados à sua sorte”

13/11/2020 16:52 - Modificado em 13/11/2020 16:52
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A secretária-geral da União Nacional dos Trabalhadores Cabo-verdianos – Central Sindical (UNTC-CS), Joaquina Almeida, culpou hoje o Governo pela situação por que passam alguns marítimos em São Vicente, que os têm no desemprego, devido a “exigência” de uma formação a ser feita pelo Instituo Marítimo Portuário (IMP), em “plena pandemia”. 

Joaquina Almeida, sustentou que neste momento não há condições para uma formação desta envergadura aos marítimos. “Na qualidade de parceiros sociais exigimos do Governo, mais precisamente ao Ministério da Economia Marítima, uma tomada de posição para salvar a classe que se encontra em declínio e que precisa de amparo” vincou.

Neste sentido, apontou que neste momento os marítimos não podem exercer as suas funções, devido a “muita exigência nas universidades” por causa da covid-19, mas também que estes não estão preparados assim como o IMP para ministrar a formação. “Há uma clara desorganização entre o IMP e as Universidades no sentido de os marítimos poderem ter uma formação. Há uma exigência mas não foram criadas as condições para que tal acontecesse. Então os marítimos não podem exercer as suas funções sem essa formação” sustentou.

Perante esta situação a mesma fonte, é de opinião que o Ministério da Economia Marítima deverá intervir e arranjar uma solução para o que considera ser um problema.

A responsável sindical na visita de três dias que efetuou à ilha, assegurou ainda que foram detetadas situações de empresas que “prejudicam os trabalhadores” ao não enviar os descontos ao Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), daí solicitar uma “fiscalização intensa” e aplicação de coimas às empresas incumpridoras.

Para Joaquina Almeida a situação laboral em São Vicente “não é má”, onde as instituições de trabalho, também contactados, “funcionam na normalidade” e na maioria das empresas visitadas existem planos de contingência para a covid-19 e “respeitam os direitos dos trabalhadores” e “praticam a responsabilidade social”.

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