Unesco: Fogo e Maio como rede Mundial de Reservas da Biosfera para combater a perda de biodiversidade

5/11/2020 00:36 - Modificado em 5/11/2020 00:36
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A Unesco inscreveu as ilhas do Fogo e do Maio numa rede que também integra a rede internacional com mais de 714 reservas. São as novas integrantes da Rede Mundial de Reservas da Biosfera da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco. A agência da ONU realça o momento de criar oportunidades na relação com a natureza.

Do arquipélago de Cabo Verde foram selecionadas as ilhas do Fogo e do Maio. A rede internacional conta com 714 reservas de 129 países incluiu um total de 25 novos locais.

A diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay, disse que a hora da transformação é agora. Realçou que a crise também é momento para criar oportunidades: analisando a relação com a natureza, com os outros e com a Terra.

 Para Audrey Azoulay o mundo não será mais o mesmo e por isso é preciso um novo futuro para a biodiversidade.

A Reserva da Biosfera do Fogo é a única ilha com atividade vulcânica no sul do arquipélago. O ponto mais alto tem uma altitude de 2.829 metros.

Entre as várias espécies nativas estão pássaros e répteis, incluindo a rara lagartixa endêmica de López-Jurado (Hemidactylus lopezjurado), a Vaillant’s Mabuya (Chioninia vaillantii xanthotis) e tartarugas marinhas como a verde e Olive Ridley.

O Fogo alberga mais de 37 mil habitantes, a maioria deles vivendo do cultivo de frutas, do café, de vegetais e de vinhedos, famosos pela definição vulcânica.

Ainda em território cabo-verdiano, a Reserva da Biosfera do Maio destaca-se pela existência de espécies endémicas. Os exemplos são tartarugas e cetáceos, bem como a abundância de peixes, aves e répteis marinhos.

O local é considerado um dos mais áridos do país, brindado por belas praias, festas, feiras de artesanato e de patrimônio histórico que atraem um número cada vez maior de turistas nos últimos anos.

A maior parte da população, que é de 7 mil habitantes também vive da produção de milho, de feijão, do melão e da recolha do sal.

De acordo com a Unesco, as reservas da biosfera buscam “conciliar a atividade humana com a conservação e o uso sustentável da biodiversidade.”

Estes territórios são um elemento central da pesquisa e do trabalho de conscientização da agência para promover práticas inovadoras de desenvolvimento sustentável. A agência considera ainda a importância desses locais para combater a perda de biodiversidade, apoiando a compreensão das comunidades e dos Estados-membros, valorizando e salvaguardando o meio ambiente.

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