As 5 coisas mais agradáveis e desagradáveis de tocar, segundo a ciência

3/11/2020 01:29 - Modificado em 3/11/2020 01:32

O tato é um sentido que não se pode eliminar e não deve ser de todo subestimado.

© Shutterstock

“Acho que subestimamos a importância do contacto físico na nossa interação social. O toque humano é chave para a nossa sobrevivência. Está no nosso ADN”, conta Robin Dunbar, psicólogo evolutivo, em entrevista à BBC News. 

O tato é o primeiro sentido que o ser humano desenvolve. No útero, o feto sente-o antes de conseguir ouvir, cheirar ou saborear. E, se por exemplo, a gravidez for de gémeos, os bebés podem tocar-se. 

Mais ainda, é o sentido que detém o mais vasto órgão sensorial do corpo, nomeadamente a pele, que alcança cerca de 2 metros quadrados.

“Quando tocamos noutras pessoas, o cérebro processa o ato com diferentes mecanismos”, afirma à BBC Katerina Fotoloulou, professora de Neurociência Psicodinâmica.

Os sensores presentes na pele permitem-nos experienciar dor, pressão, vibração, prazer ou temperatura. Adicionalmente, tocar e sentir o toque alheio liberta endorfinas. 

O estudo

O estudo denominado The Touch Test, foi levado a cabo pela BBC e pela organização Wellcome Collection, que teve ínicio em janeiro até ao fim de março, pouco tempo depois do lockdown ter sido implantado no Reino Unido. 

Os investigadores contaram com a participação de mais de 40 mil voluntários de 112 países distintos. 

Após a conclusão do estudo, os investigadores concluíram que 72% dos participantes gostavam de ser tocados ou de tocar noutras pessoas, contrariamente a 27% que experienciavam sensações negativas devido ao toque.

Curiosamente, as pessoas que apreciavam o toque interpessoal tendiam a ser mais extrovertidas, a ter níveis mais elevados de bem-estar e a sentir menos solidão.

Os dados apurados sugerem o quanto o ser humano, em geral, valoriza o contacto físico consentido, algo que se torna complicado em tempos da pandemia da Covid-19 que está a assolar o mundo. 

“Numa situação na qual não podemos tocar as pessoas que normalmente tocaríamos na nossa vida quotidiana, não é que tudo vá desmoronar instantaneamente. Mas os nossos sentimentos de conexão, empatia e confiança vão começam a degradar-se lentamente”, diz Linden. O problema é comummente designado pelos especialistas como ‘fome de pele’ ou ‘sede de pele’.

E, conforme explica a BBC News, entre as muitas informações recolhidas neste estudo destacam-se dados particularmente curiosos!

Estas são as coisas que as pessoas mais gostam de tocar:

1. Pelo animal;

2. Veludo;

3. Seda;

4. Algodão;

5. Pele humana. 

E as cinco coisas que as pessoas menos gostam de tocar?

1. Coisas viscosas;

2. Papel de lixa;

3. Nylon;

4. Lã;

5. Metal. 

O conceito de ‘carícia perfeita’

De acordo com o mesmo estudo, quando um braço é acariciado, pressionado ou apertado, a pessoa é capaz de identificar corretamente o que o outro estava a tentar comunicar em até 83% dos casos, desde emoções que incluem raiva, gratidão, amor, medo, desgosto ou empatia.

E há mesmo uma uma carícia à qual estamos biologicamente mais programados para sentir prazer e bem-estar, e que obedece às seguintes condições: tem que ser rápida, a uma velocidade de exatamente 2,5 cm por segundo, sem ser forte ou suave demais.

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