Populações de Rabil e Ponta do Sol unem-se a pedir um “Basta de Gabrielas”

2/11/2020 16:56 - Modificado em 2/11/2020 16:56
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A morte de Gabriela Oliveira Évora, vítima de feminicídio às mãos do antigo namorado, tem vindo a gerar uma onda de indignação e consternação, sobretudo, nas localidades de Rabil, na Boa Vista, onde residia e aconteceu o crime e Ponta do Sol, em Santo Antão, de onde era natural.

Este domingo, um grupo de amigos e familiares da Gaby, como era conhecida, organizaram duas manifestações, sendo uma na localidade de Rabil, onde residia a jovem, de 31 anos, assassinada pelo ex-namorado no mês de outubro e também na cidade de Ponta do Sol de onde era natural.

Na Boa Vista, os manifestantes estiveram na ribeira de Rabil, tendo os presentes colocado velas e flores, onde supostamente o indivíduo que já assumiu o crime terá enterrado os restos mortais de Gabriela Évora.

Já na cidade de Ponta do Sol, “Basta de Gabrielas – autoridades, a hora é esta!” foi o slogan do movimento que pretende sensibilizar os decisores no sentido de provocarem alterações na lei da violência baseada no género (VBG) com vista à dissuasão desse tipo de crimes.

Tanto em Rabil como em Ponta do Sol, os manifestantes exigiram justiça, vincando que Gabriela não foi a primeira, mas exigem que seja a última vítima deste tipo de crimes hediondos no país. 

Gabriela Évora, 31 anos, desapareceu a 14 de outubro no trajeto cidade de Sal Rei/Rabil, quando, por volta das 10:00, foi às compras na cidade de Sal-Rei e “não regressou a casa”.

A mesma estava a preparar uma viagem para Santo Antão, não levantou a passagem que havia comprado para seguir viagem a 15 de outubro.

Os parentes denunciaram este caso às autoridades, ao mesmo tempo que, juntamente com amigos da zona de Rabil, começaram a procurar Gaby, que descrevem como “muito amável e conhecida no seio da comunidade onde vivia”.

O ex-namorado da vítima que desde o início foi tido pelos familiares como principal suspeito deste desaparecimento, esteve desaparecido durante algum tempo.

Entretanto, dias depois, o indivíduo foi capturado e confessou às autoridades a autoria do crime e desde então encontra-se detido a aguardar o andamento do processo.

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