Morreu Sean Connery. O eterno James Bond tinha 90 anos

31/10/2020 21:37 - Modificado em 31/10/2020 21:37

O ator foi o primeiro dar vida ao icónico espião da saga 007.

© Getty Images

Morreu o ator Sean Connery, de 90 anos. A notícia é avançada pelo site da BBC. A estação inglesa não adianta a causa da morte, mas Sean Connery já estava afastado dos palcos há alguns anos.

O ator escocês era conhecido por interpretar a personagem de James Bond, tendo sido o primeiro dar vida ao icónico espião da saga 007.

Sean Connery viu o seu trabalho como ator ser reconhecido com vários prémios, entre os quais um Óscar, dois Bafta e três Globos de Ouro. Recebeu um Óscar em 1988, como melhor ator secundário no filme ‘Os Intocáveis’, em que interpretou um polícia irlandês, e um Globo de Ouro pela sua carreira em 1996.

Da sua longa carreira fazem ainda parte filmes como: ‘A Caçada ao Outubro Vermelho’, ‘Indiana Jones e a Última Cruzada’, ‘O Rochedo’ ou ‘O Nome da Rosa’.

Sean Connery chegou a filmar em Lisboa, ao lado da atriz Michelle Pfeiffer, quando protagonizou, em 1988/89, ‘A Casa da Rússia’, filme de Fred Schepisi, baseado num romance de John Le Carré. As cenas em Lisboa foram dirigidas pelo realizador português José de Sá Caetano.

Em 2000, Thomas Sean Connery, que nasceu na zona de Fountainbridge, em Edimburgo, em 25 de agosto de 1930, filho de um operário católico e uma empregada doméstica protestante, foi nomeado cavaleiro pela rainha de Inglaterra, passando a poder ser designado como Sir.

Antes de ser ator, Connery – que deixou a escola aos 13 anos – foi distribuidor de leite, polidor de caixões, assentador de tijolos, salva-vidas, modelo no Edinburgh College of Art e condutor de camiões.

Mais tarde, entrou para a Marinha Real, onde ficou três anos, até ser considerado inválido por ter úlceras estomacais.

De regresso a Edimburgo, ganhou reputação de “homem duro” por enfrentar um gangue de seis homens que lhe tentaram roubar o casaco. Essa fama ajudou-o, mais tarde, a conquistar o papel do espião James Bond.

Carismático e de personalidade forte, Sean Connery foi nomeado, em 1989 – com quase 60 anos – o “homem vivo mais sexy do mundo” pela revista People, título que o ator recebeu com humor: “Bom, não existem muitos mortos sensuais, não é?”, afirmou.

Casou duas vezes, primeiro com a atriz australiana Diane Cilento, com quem teve o seu único filho, Jason, e depois com a sua atual companheira, a artista francesa Micheline Roquebrune.

Em 1999, depois de ter vendido a sua propriedade em Marbella, em Espanha, Connery e Roquebrune foram investigados por suspeita de terem defraudado o Tesouro espanhol em cerca de 6,1 milhões de euros, mas o ator, ao contrário da sua mulher, não chegou a ser processado.

Depois de participar no filme ‘A Liga dos Cavalheiros Extraordinários’, em 2003, o ator deixou o cinema e vivia, desde então, nas Bahamas.

Cinco anos depois, em 2008, o ator, que defendia a independência da Escócia, lançou um livro autobiográfico intitulado ‘Being a Scot’ (‘Ser Escocês’), referindo que “ser escocês fez toda a diferença” na sua vida.

Uma das últimas vezes em que apareceu publicamente foi através de uma fotografia que a sua nora, a cantora irlandesa Fiona Ufton, atual parceira de Jason Connery, publicou, há um ano, no Instagram, para lhe enviar os parabéns pelos seus 89 anos.

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