SINDEP quer suspensão das aulas presenciais e SINDPROF pede encerramento das escolas que já registaram casos positivos

29/10/2020 15:40 - Modificado em 29/10/2020 15:40

O Sindicato Independente dos Professores, SINDEP, continua a defender que o Ministério da Educação deve ponderar as aulas presenciais, sobretudo nas ilhas e municípios com situações epidemiológicas mais críticas.

O presidente da SINDEP, Nicolau Furtado garante ter alertado as autoridades educativas no sentido de ponderarem a abertura das aulas presenciais. E, que se realmente teriam que abrir, defende que optassem pelo ensino online ou à distância sobretudo nas ilhas de Santiago, Fogo e Sal até ao regresso à normalidade.

No entanto, afirma que as suas recomendações não foram ouvidas, pelo que as consequências estão a ser conhecidas agora, a verificar, cada vez mais, a contaminação na comunidade educativa, que não tem condições de infraestruturas para o isolamento.

Enquanto representante de docentes, o SINDEP diz que recomenda aos professores, pais e encarregados da educação e a comunidade educativa em geral, para continuarem a defender as aulas à distância até as condições para aulas presenciais estarem reunidas.

Por seu lado, Sindicato Democrático de Professores (SINDPROF), defende o encerramento das escolas que já tenham registado casos de covid-19.

É o caso do Liceu Jorge Barbosa em São Vicente e a Escola de Vale da Custa, Praia Baixo, João Garrido e Cutelo Branco em São Domingos”, afirma a presidente do Sindicato Democrático dos Professores na sua página do Facebook, que diz que embora vírus da covid-19 está presente continuam a funcionar na normalidade mesmo depois de se ter detetado casos positivos em professores e alunos.

 Lígia Herbert escreveu ainda que na Escola Básica de Salineiro, na Ribeira Grande de Santiago, “as aulas para as turmas do 5º e 6º ano foram suspensas temporariamente, porque um professor testou positivo para a covid-19”. Sendo assim, questiona, o porquê do Ministério da Educação não fechar essas escolas.

O SINDPROF apela assim ao Governo para avaliar a situação da presença do vírus nas escolas e nos jardins-de-infância, a fim de se evitar o contágio no seio da comunidade educativa.

EC

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