Covid-19. Moedas africanas indexadas ao euro são mais resistentes

28/10/2020 15:17 - Modificado em 28/10/2020 15:17
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Os países africanos que têm as suas moedas nacionais indexadas à moeda única europeia são mais resistentes ao choque provocado pela pandemia de covid-19, quando comparado com o resto da África subsaariana, segundo o Banco de França.

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De acordo com um relatório do banco central francês, citado hoje pela agência de notícias francesa, a AFP, estes países “deverão enfrentar em 2020 uma recessão de 0,4% menos acentuada que a da África subsaariana no seu conjunto”, que deverá ter um crescimento negativo de 3%, de acordo com as últimas previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Em 2019, o crescimento dos países da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA), da Comunidade Económica e Monetária da África Central (CEMAC) e da União das Comores foi de 4,5%, acima dos 3,2% registados na África Subsaariana, de acordo com o relatório do banco central francês.

Este ano, as previsões apontam para um crescimento positivo na UEMOA (1,3%) e nas Comores (0,9%), de acordo com o banco central, que salienta que ainda que haja uma expansão da economia, isto representa um declínio do PIB per capita, dado o elevado crescimento populacional nestes países.

Em contraste, espera-se uma recessão de 3,1% para a CEMAC, cujos países são fortemente dependentes das exportações de petróleo.

O relatório salienta ainda, segundo a AFP, que o nível de 0,3% de inflação registado na zona franca no seu conjunto é muito mais baixo do que no conjunto da África Subsaariana (8,4%), o que torna o crescimento mais inclusivo, uma vez que os mais pobres são geralmente mais afetados pelo aumento dos preços.

Nos termos de um acordo concluído no final de 2019 com Paris, o franco CFA da UEMOA, que inclui oito países (Benim, Burkina Faso, Costa do Marfim, Guiné-Bissau, Mali, Níger, Senegal e Togo) desaparecerá a favor de uma moeda chamada Eco, mas cuja paridade com o euro é mantida.

Para além destes países, o arquipélago de Cabo Verde tem também um acordo de paridade do escudo com o euro.

Por Lusa

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