Ulisses Correia e Silva reconhece que Augusto Neves venceu num contexto “difícil”

26/10/2020 13:56 - Modificado em 26/10/2020 13:56

O líder do Movimento para a Democracia (MpD) disse hoje que em S. Vicente o partido ganhou num contexto “difícil”, em que concorreram vários candidatos, mantendo-se o MpD como a primeira força política na ilha “e isto tem leituras”.

O presidente do MpD, que reagia em conferência de imprensa aos resultados das eleições autárquicas realizadas este domingo, 25, citando o exemplo em São Vicente onde a candidatura do MpD perdeu a maioria absoluta e que o partido vai negociar para que o orçamento seja aprovado.

Sobre a derrota na cidade da Praia, a mesma fonte prometeu fazer “a melhor leitura”, que, segundo ele, foi uma “surpresa” e “não era esperado por ninguém”.

“Iremos fazer uma avaliação tranquila e saber exactamente o que se passou, quais são as motivações e começar já a preparar a nova fase”, prometeu Correia e Silva que garantiu continuar “focado na governação porque é necessário para o país nesta fase da pandemia [da covid-19] e preparar o partido para os próximos embates eleitorais, particularmente as legislativas”.

Instado sobre as perspectivas para as legislativas que se realizam daqui a seis meses, tendo em conta os resultados na Praia, o presidente do MpD esclareceu que se trata de duas “eleições diferentes”.

“As eleições autárquicas e as legislativas são totalmente diferentes”, admitiu, explicando que as eleições locais “representam uma vontade”, em que os eleitores de um círculo não votam nos outros e os “resultados são a nível local”. Para Ulisses Correia e Silva, os resultados obtidos nas oitavas eleições autárquicas vão ser uma “motivação adicional” para o MpD “reforçar” a sua ação política.

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