UCID repudia e mostra-se “indignada com violações sistemáticas” das leis do Estado durante as eleições autárquicas

23/10/2020 15:06 - Modificado em 23/10/2020 15:06

O vice-presidente e deputado da UCID, João Santos Luís, garantiu esta sexta-feira, 23, que o partido repudia e está indignado com a violação sistemática das leis do Estado durante a campanha eleitoral, por parte do Parlamento, do Governo, Presidência da República, isto com a “conivência” da Comissão Nacional das Eleições – CNE.

João Santos Luís fez estas declarações em conferência de imprensa, esta manhã, na sede do partido em São Vicente, onde reiterou que a UCID está de “luto” pelos desmandos observados durante o pleito eleitoral e por isso não poderá ficar de braços cruzados, quando as leis aprovadas na Assembleia Nacional e promulgadas pelo Presidente da República estão sendo violadas pelos próprios autores.

O deputado da União Cabo-verdiana Independente e Democrática, acusou os altos representantes do país, de estarem a violar o artigo 97 do Código Eleitoral, dando como exemplo uma reportagem feita nos Mosteiros em que o presidente da AN, Jorge Santos afirmou que é deputado nacional e presidente da Assembleia Nacional.

“Hoje é o fim da campanha e estamos tristes porque todos, com exceção da UCID que sempre cumpre, violaram as leis do país”, aponta, assegurando que o Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, que é o garante da Constituição e promulga ou veta leis aprovadas no Parlamento, também não deu a cara em nenhuma destas situações, nem mesmo para chamar a atenção dos elementos dos órgãos de soberania. “O PR podia ter evitado esta violação das leis da República, mas nada fez e sabe porquê.”

Este alerta ainda para um comício-festa realizado ontem em Monte Sossego, pelo PAICV e que contou com a presença da presidente do partido. “É uma aberração. Não podemos compactuar com isso. A própria CNE, que superintende as eleições no país, tem medo ou age de forma a proteger as outras candidaturas. Isto é muito mau num estado de direito democrático. Nem a CNE consegue parar a fúria e o desespero das candidaturas por todo o país, particularmente em São Vicente. Vivemos num país de bananas” considera.

O mesmo visa ainda a Polícia Nacional asseverando que esta tem todos os poderes para repor a ordem pública e obrigar as pessoas a respeitar as leis da república, mas opta por não se envolver. “Entendemos que Cabo Verde está de luto porque aqueles que deviam respeitar e que inclusive contribuíram para a aprovação das leis, não as respeitam”, esclarece.

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