“Governos devem focar-se no fundamental, quebrar cadeias de transmissão”

19/10/2020 16:27 - Modificado em 19/10/2020 16:27
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O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, reconhece que “há fatiga”, mas lembra que “o vírus mostrou que se relaxarmos pode voltar a velocidades alucinantes e ameaçar hospitais e sistemas de saúde”.

© Christopher Black/WHO/Handout via REUTERS

Odiretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) falou esta segunda-feira sobre o aumento de casos no hemisfério norte do globo, “particularmente a Europa e a América do Norte”, e apelou à intervenção dos governos locais, que devem focar-se na aplicação de medidas adaptadas e direccionadas às suas comunidades, para que se possa desacelerar a propagação do novo coronavírus e, por conseguinte, proteger os sistemas nacionais de saúde.

À medida que os casos aumentam, aumenta o  número de pessoas em camas de hospital e aumenta também o número de pessoas em cuidados intensivos“, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, em conferência de imprensa, a partir de Genebra. Ainda que ressalvando que os profissionais de saúde estão melhor preparados do que há uns meses, sublinhou que “quando o limite dos hospitais é excedido, é muito difícil e perigoso tanto para paciente como para profissionais de saúde“.

“Portanto, é importante que todos os governos se foquem no fundamental, naquilo que ajuda a quebrar as cadeias de transmissão e salva tanto vidas como empregos”, acrescentou o especialista em saúde pública.

Tedros Ghebreyesus enumerou a “identificação de casos, a investigação de focos, o isolamento de casos, a colocação de contactos em quarentena, a manutenção de bons cuidados médicos, a proteção e apoio dos profissionais de saúde e a proteção dos mais vulneráveis”.

Estamos nisto a longo prazo, mas há esperança de que, se fizermos escolhas inteligentes juntos, podemos manter os novos casos controlados, assegurar que os serviços de saúde essenciais se mantêm e que as crianças continuam a ir à escola“, disse. “Eu sei que há fatiga, mas o vírus mostrou que se relaxarmos pode voltar a velocidades alucinantes e ameaçar hospitais e sistemas de saúde“.

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