Mindelenses querem ver cumpridas promessas eleitorais

16/10/2020 00:21 - Modificado em 16/10/2020 00:21

Melhoria das condições de vida da população, mais infraestruturas sociais, mais isso, mais aquilo. São tantas as promessas que no final de cada mandato, muitas ficam por cumprir.

Começou oficialmente no dia 8 a campanha eleitoral com a finalidade de passar a mensagem aos munícipes, bem como a “caça” ao voto e para isso, são várias as promessas feitas pelos candidatos.

Este ano, concorrem ao cargo de presidente da Câmara de São Vicente, António Monteiro (UCID), Augusto Neves (MpD), Albertino Graça (PAICV) e Nelson Lopes (Movimento Más Soncent).

Para saber a opinião da população, o Notícias do Norte saiu à rua e perguntou a alguns cidadãos, em Mindelo, o que esperam dos candidatos às eleições autárquicas de 25 outubro.

Muitas promessas feitas em campanhas eleitorais ficam por cumprir durante a governação. Os políticos prometem uma coisa e fazem outra. A esperança de Denis Fortes é que o futuro presidente e os seus representantes na assembleia “sejam escravos das suas palavras, na hora da materialização das promessas”.

Paula não comenta, nesse ponto ela é igual ao Denis. “Podem prometer o que quiserem e depois mudam. Eu não posso dizer que o que eles vão prometer, vão cumprir. Vamos esperar para ver”.

Para Paulo Monteiro, as promessas são consideradas mais intenções que compromissos.  “Podemos considerá-las como compromissos dos eleitos com seus eleitores, afinal, a população escolhe seus representantes com base nas propostas apresentadas na campanha e, portanto, esperam que elas sejam realizadas”, refere este eleitor, que se mostra, no entanto, desapontado com a realidade.

Neste sentido Paulo acredita que os sanvicentinos, se não os cabo-verdianos, estão cansados. “São muitas promessas que não são cumpridas e então preferimos não ir votar”.

“O eleitor não é obrigado a votar e as pessoas não vão” porque estão “fartas” de serem enganadas, revela Bereniçe, que aponta que este ano, a taxa de abstenção na ilha de São Vicente pode vir a ser muito maior do que a registada nas últimas eleições autárquicas.

Para ela os candidatos devem “cumprir com o que eles estão a prometer e cada promessa deve ser respeitada. Quando não cumprem é porque estão a desonrar a própria palavra”.

Portanto afirma que os quatro candidatos devem apresentar programas convincentes e realistas, porque a ilha, “precisa de uma mudança séria”.

“Todas as eleições vemos algo igual. Os candidatos chegam, falam com toda a lábia que têm, dão abraços e beijos, menos este ano devido a covid-19. E quando são conduzidos ao poder, esquecem o que andaram a prometer à população e não vão ao encontro da realidade”, critica Suzete Dias.

Elvis Carvalho

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