Ministro dos Transportes garante que a Cabo Verde Airlines vai continuar

16/10/2020 00:12 - Modificado em 16/10/2020 00:12
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O ministro dos Transportes, Carlos Santos, ao intervir na Assembleia Nacional, na Praia, no segundo dia da primeira sessão parlamentar de outubro, num debate sobre os transportes e os seus impactos no desenvolvimento do país, garantiu que o governo vai continuar a apostar na CVA.

E para isso, assegurou que a intervenção do Estado na Cabo Verde Airlines (CVA) é “inevitável” e que esta companhia deve recentrar os seus objetivos no curto prazo, olhar para a diáspora e para o turismo, que deve redimensionar a empresa.

O ministro, que acumula as pastas dos Transportes e do Turismo justifica que não é o governo que está a induzir isto, mas sim esta realidade. “O governo terá que intervir neste processo, tendo em conta que da noite para o dia a Cabo Verde Airlines deixou de ter vendas, mas continuou a ter custos. Inevitavelmente terá que haver uma intervenção do Estado”, afirmou o ministro Carlos Santos.

De relembrar que a Cabo Verde Airlines não realiza voos comerciais desde 18 de março, quando o arquipélago encerrou a ligações internacionais, para conter a pandemia de covid-19, por decisão do Governo.

Apesar da reabertura de fronteiras a 12 de outubro, a administração da CVA não tem ainda planos para retomar as operações.

Em Março de 2019 o Estado de Cabo Verde vendeu 51% da então empresa pública Transportes Aéreos de Cabo Verde, TACV, por 1,3 milhões de euros à Lofleidir Cabo Verde, empresa detida em 70% pela Loftleidir Icelandic EHF (grupo Icelandair, que ficou com 36% da CVA) e em 30% por empresários islandeses com experiência no setor da aviação (que assumiram os restantes 15% da quota de 51% privatizada).

EC

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