UCID acusa Augusto Neves de “intimidar” pessoas que não votaram em eleições anteriores e garante avançar com uma queixa à CNE

13/10/2020 15:00 - Modificado em 13/10/2020 15:00
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O deputado da UCID, João Santos Luís, acusou hoje o candidato do MpD, Augusto Neves de estar a usar dados pessoais dos eleitores de “forma ilegal e abusiva”, andando de porta em porta “amedrontando” aqueles que não votaram nas eleições anteriores, para irem votar, com “ameaças e que se não forem votar não serão atendidas na CMSV”.

Em conferência de imprensa hoje no Mindelo, João Santos Luís garantiu que esta é uma “situação grave e anómala”, representando do ponto de vista do partido, “um ato, atitude, postura como um crime eleitoral” por parte do candidato Augusto Neves, mostrando o “desespero em que a candidatura de Augusto Neves chegou”.

“Por esta via alertamos a Comissão Nacional de Proteção de Dados para tomar as medidas consentâneas, no sentido de travar este crime que o candidato Augusto Neves está a cometer utilizando, dados pessoais de cidadãos eleitores, sem autorização dos mesmos e de forma intimidatória” salienta.

Nisto, explicou que o partido tem provas “concretas” de pessoas com caderno e lápis nas mãos nas portas das pessoas, a mando do candidato Augusto Neves. “Nós interpelamos aquelas pessoas e perguntamos se era correto e disseram que o presidente disse que podem fazer porque é correto. Este é um crime eleitoral, mostrando um autêntico desespero do candidato Augusto Neves à procura da sua reeleição faz tudo e aposta em tudo o que não é dele que é do público sanvicentino” frisou.

Com esta denúncia, a mesma fonte, garantiu que a UCID vai apresentar uma queixa na Comissão Nacional de Eleições (CNE), mas também uma reclamação ainda hoje para a Comissão Nacional de Proteção de Dados para tomar pulso desta situação São Vicente.

João Luís também alertou para o que considera ser uma “pouca-vergonha” na envolvência dos membros do Governo de Cabo Verde na campanha eleitoral, infringindo assim o artigo 97 do Código Eleitoral, de neutralidade das entidades públicas.

“Não é admissível que um presidente da Assembleia Nacional esteja envolvido em campanhas eleitorais. Não é esta a função do presidente da AN. Constatamos também a ministra da Justiça na ilha do Sal a fazer campanha para o candidato do MpD. Também o ministro de Estado no concelho de Tarrafal de Santiago fazendo campanha clara, porta a porta com o candidato do seu partido. Não é admissível que o ministro das Finanças venha a São Vicente ajudar o candidato Augusto Neves, a fazer campanha” concluiu.

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