Nagorno-Karabakh: “Capital” do enclave bombardeada apesar do cessar-fogo

10/10/2020 21:23 - Modificado em 10/10/2020 21:23
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A cidade de Stepanakert, capital regional do Nagorno-Karabakh controlada pelos separatistas arménios, foi alvo de bombardeamentos esta noite, apesar de um cessar-fogo previamente anunciado, informou a agência noticiosa AFP.

© Getty Images

Sete fortes explosões foram escutadas pelas 23:30 (hora local, 20:30 em Portugal continental), fazendo tremer o solo em toda a cidade. Logo após este bombardeamento as sirenes de alerta soaram diversos minutos para que a população se recolhesse em caves e abrigos.

De seguida, o silêncio regressou à cidade, que permaneceu na mais completa escuridão, segundo a AFP.

Estes bombardeamentos ocorreram apesar do cessar-fogo entre a Arménia e o Azerbaijão que, teoricamente, entrou em vigor ao início da tarde e foi negociado através de uma mediação da Rússia após duas semanas de intensos combates pela região separatista do Nagorno-Karabakh.

Os beligerantes já se acusavam durante o dia de hoje de sucessivas violações da trégua na linha da frente, mas a situação permaneceu calma em Stepanakert, alvo de bombardeamentos regulares desde há duas semanas pelas forças azeris.

No centro das deterioradas relações entre Erevan e Baku encontra-se a região do Nagorno-Karabakh, no Cáucaso do Sul, onde há interesses divergentes de diversas potências, em particular da Turquia, da Rússia, do Irão e de países ocidentais.

Este território, de maioria arménia cristã, integrado em 1921 no Azerbaijão muçulmano pelas autoridades soviéticas, proclamou unilateralmente a independência em 1991, com o apoio da Arménia.

Na sequência da uma guerra que provocou 30.000 mortos e centenas de milhares de refugiados, foi assinado um cessar-fogo em 1994 e aceite a mediação do Grupo de Minsk (Rússia, França e EUA), constituído no seio da OSCE, mas as escaramuças armadas permaneceram frequentes.

Em julho deste ano, os dois países e ex-repúblicas soviéticas envolveram-se em confrontos a uma escala mais reduzida que provocaram cerca de 20 mortos. Os combates recentes mais significativos remontam abril de 2016, com um balanço de 110 mortos.

Por Lusa

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