UCID arranca campanha em S. Vicente com contactos porta a porta no Centro da Cidade

8/10/2020 13:17 - Modificado em 8/10/2020 13:18
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O cabeça de lista da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID), para o círculo eleitoral de São Vicente, António Monteiro, arrancou esta quinta-feira, 08, com contactos porta a porta no Centro da Cidade, afirmando que está convicto que será “recompensado” no dia 25 de outubro. No entanto, garante que o partido está a cumprir com as normas da CNE e das autoridades sanitárias. 

Com experiência nessas andanças, António Monteiro, disse que a lista por ele liderada está a trabalhar para conseguir bom resultado nessas eleições, por isso, decidiu mudar a abordagem e começar por interpelar as pessoas do Centro da Cidade, para passar uma mensagem aos munícipes, aquela imagem que muita gente cria da UCID que é de só se preocupar com as zonas menos favorecidas, “não corresponde a verdade”.

“Decidimos iniciar a nossa campanha visitando o Centro da Cidade, a contactar os munícipes e eleitores, de forma geral, trazendo a nossa mensagem, determinação e fé, relativamente a aquilo que pretendemos para a Câmara Municipal. Começamos bem, porque estamos a ser bem recebidos por todas as pessoas. Claro que isso dá-nos ânimo e nos reconforta. Leva-nos a iniciar uma campanha com força, dinâmica para os 16 dias que restam e um crédito muito grande na vitória no dia 25 de outubro” sustenta.

O cabeça de lista da UCID diz que o partido tem primado por passar mensagens curtas, a falar da situação económica de São Vicente, da gestão financeira da CMSV e de recursos humanos que considera ser um “desastre”. 

“Também a nível dos terrenos temos um cambalacho muito profundo. E achamos que a Procuradoria-geral da República e a própria Polícia Judiciaria já deveria ter começado a investigar se é que já não iniciaram, para apurar aquilo que realmente se está a passar na Câmara Municipal. Falamos de economia, porque queremos um São Vicente com uma boa imagem e um caixeiro-viajante para sair à procura de negócios e trazer mais investimentos para a ilha” frisa.

O líder da UCID, visa ainda a forma “anormal” como é feita a recolha do lixo pela CMSV, visto que há muito lixo espalhado em cantos da cidade que considera ser um “situação que não é aceitável”.

“Precisamos de um São Vicente com uma política cultural e desportiva forte. Precisamos de um povo mais tranquilo e mais feliz e mais seguro” realça.

Sobre as medidas emanadas pela CNE e autoridades sanitárias, António Monteiro, afiança que se dividem em pequenos grupos, com pelo menos 10 pessoas, cumprindo o distanciamento social e higienização das mãos.

“Temos que fazer de tudo para que não haja uma única vítima de covid-19 por causa da campanha eleitoral. Se conseguirmos isso, daremos por satisfeitos e portanto temos que cumprir na íntegra” enfatiza.

Para quem não cumprir Monteiro pede “mão pesada”, reforçando que o seu partido irá cumprir todas as normas.

Nas autárquicas de 2016 em São Vicente, concorreram Augusto Neves, pelo MpD, que alcançou a maioria absoluta na câmara e 48,97 por cento (%) dos votos, António Monteiro (UCID), que conseguiu 28,28%, e Alcides Graça (PAICV), que não foi além dos 20,75%.

Em São Vicente, para as eleições do dia 25 de outubro, estão inscritos provisoriamente nos cadernos de recenseamento 53.285 eleitores, dos quais 179 são cidadãos estrangeiros. Em 2016 o número de inscritos foi de 51.802, dos quais apenas 26.935 votaram.

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