Covid-19/ES Jorge Barbosa: Professores dizem que não foram informados do caso positivo e dois suspeitos

8/10/2020 01:03 - Modificado em 8/10/2020 01:03
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Após a confirmação de um caso positivo para Covid-19 na escola da Escola Secundária Jorge Barbosa, em São Vicente, a um aluno do 7º ano, alguns professores deste estabelecimento de ensino, sob anonimato, dizem que a escola está uma “completa desorganização”.

Conforme estas fontes, outros dois alunos, que são casos suspeitos, aguardam o resultado dos testes e criticam a demora, já que conforme uma das nossa fonte, por frequentarem um espaço cheio de outras pessoas, os resultados deveriam ter prioridade. “Não entendemos porque os alunos esperam cinco dias para ter o resultado PCR”.

Sobre o facto de o aluno ter testado positivo, dizem que não entendem a atitude da direção em fazer disso um mistério e não ter informado os professores e ou alunos, para que todos possam estar mais cientes da situação.

Esta nossa fonte diz ainda que uma aluna, que é contacto de um caso positivo, é uma das que aguarda resposta do teste.

Outro ponto também importante diz respeito a atuação da Delegacia de Saúde, que já fez a apenas a desinfeção da sala de aula. Estes entendem que todos os alunos da sala deveriam ser colocados em quarentena enquanto aguardam os resultados e que estes devem ser céleres.

No ponto de vista destes docentes, as medidas sanitárias não se coadunam com as reais necessidades da escola e apontam alguns pontos, como é o caso, da abertura da cantina, algo que não entendem tendo em conta que cada grupo assiste duas horas de aulas e neste tempo não saem da sala. “Há apenas troca de professores”, ou seja, consideram desnecessária a cantina estar a funcionar.

Falam ainda da questão do uso de álcool gel á entrada da escola e nas salas. “À entrada da escola e à entrada das salas não há álcool gel, salvo na sala dos professores”, referindo ainda que “os lavatórios à entrada não têm sabão líquido e a torneira é tradicional fazendo aumentar o contacto”.

Além das críticas às medidas sanitárias, mostram-se também descontentes, pois dizem que não há máscara e são “obrigados” a gastar 2.500 escudos ou mais na compra das mesmos. “É da responsabilidade da entidade empregadora prover máscaras aos docentes, porque se um professor chegar sem máscara, terão que disponibilizar para poder prestar o seu serviço, neste caso dar as aulas”.

Sobre as aglomerações dos alunos à saída das aulas, dizem que estes deveriam ser mais responsáveis e que apesar de todas as informações e indicações, a grande maioria não as respeita.

“Dentro da escola, achamos que a direção deveria ter outro tipo de comportamento em relação a esta situação”, mas por outro lado, dizem que não sabe até que ponto seria pertinente, visto que na rua, os alunos aglomeram-se, tiram as máscaras, abraçam-se e neste sentido criam o ambiente favorável para a propagação da doença.

Este online tentou, via telefone, contactar a direção da Escola Secundária Jorge Barbosa, com o intuito de obter o contraditório mas, tal contacto resultou infrutífero, pelo que tentaremos trazer oportunamente o outro lado e também confrontar outras denúncias.

Elvis Carvalho

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