Clientes dos bancos fartos de esperar na rua ao sol exigem mudanças no atendimento – c/vídeo

30/09/2020 23:34 - Modificado em 30/09/2020 23:34
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Depois do período do estado de emergência, uma das medidas adotadas pelos bancos e outros serviços de atendimento público, deveu-se a questão de controlo do fluxo de pessoas dentro das agências, que visava garantir agilidade e segurança, evitando a disseminação da covid-19.

No entanto, passados vários meses, as mesmas medidas continuam, mas sem arranjar outras soluções que facilitem a vida aos utentes que procuram os balcões das agências bancárias da ilha.

O Banco Comercial do Atlântico, o Interatlântico e também a Electra, são os locais, com maior número de queixas, onde as pessoas reclamam do tempo de espera na fila para serem atendidas, principalmente por “esperarem ao sol com todo o desconforto na rua, enquanto dentro dos locais, a entrada é reduzida ao máximo de duas pessoas e o reduzido número de funcionários nos balcões no horário das refeições”.

Apesar de não quererem gravar s suas declarações, dizem que “lá dentro não pode haver várias pessoas mas na rua sim”, apontando para a colocação de mais funcionários para despachar os clientes, “afinal somos nós que contribuímos para o pagamento dos seus salários e fazemos existir a instituição” e portanto, é preciso “mais respeito pelos clientes”.

Conforme outro entrevistado, desde o mês de abril que esta situação perdura. “Todos pensamos que seria uma situação transitória e aceitamos o sacrifício em tempo de pandemia. Mas chega! Os bancos também têm que fazer sacrifícios pelos seus clientes”, critica outro cliente, que sugere, ainda, a criação de horários diferenciados, entre outras soluções.

As reclamações também têm “viajado” para as redes sociais, onde diariamente surgem várias críticas sobre estes serviços em tempo de pandemia.

Para muitos destes internautas, se cada cliente fizer uma reclamação “escrita”, isso poderia levar  algumas mudanças.

Herbert Rodrigues, diz que o pior é que para além da limitação de senhas e do número de atendedores reduzidos os “grandes gestores” resolvem encerrar os balcões que funcionavam aos sábados, empurrando desta forma toda a clientela de “sábado” para os dias úteis promovendo a aglomeração, maior tempo de espera e qualidade de atendimento do pior que se vê no país.

Outro exemplo gritante que denúncia deve-se ao facto “não se estar a conceder à terceira idade, grávidas e deficientes a devida prioridade conferida por lei quando o país já há muito não está em estado de emergência.

E as soluções, conforme a mesma fonte, uma “solução prática que resolveria grande parte do problema seria nomear ou montar uma agência para execução exclusiva de movimentos da Western Union (representa 1/3 dos movimentos diários) e atendimento às prioridades conferidas por lei acima descritas.

E que neste sentido, teria de imediato um descongestionamento do balcão e uma reorganização das operações enquanto se mantiver a situação.

“Se todos os bancos recentemente exibiram os melhores resultados de exercício de sempre é sinal claro de que existem condições para resolver o actual problema do cliente”.

E portanto, considera que esta não medida está a “matar” lentamente a pequena economia com pouco dinheiro a circular. “O tempo de espera do cliente que reduz a produtividade das empresas e consequentemente a rendibilidade das mesmas”.

“Sem falar das oportunidades de negócio que se vão perdendo por conta disto como também o aumento do desemprego”, realça Rodrigues.

Num comunicado emitido pelo BCV, sobre as medidas, esta sugeriu “aos bancos comerciais para se organizarem “internamente de modo a agilizar o atendimento dos clientes, reduzindo ao máximo o tempo de espera” dos cliente que aguardam na área exterior onde devem manter “uma distância de pelo menos 2 (dois) metros entre si”.

Este distanciamento deve ser assegurado pelos serviços de segurança privada dos bancos que, em caso de necessidade, devem “recorrer às autoridades policiais para que se cumpram esta e outras instruções que visam reduzir o risco de contágio de COVID-19”.

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