Professor preocupado pela forma como será feito o transporte de alunos e professores nos serviços públicos

30/09/2020 00:32 - Modificado em 30/09/2020 00:57
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A sensivelmente dois dias do início das aulas em Cabo Verde, ainda existem críticas e temores devido à covid-19, sendo que desta feita, um professor procurou o NN, para mostrar a sua preocupação quanto ao transporte dos alunos e professores e ainda sobre a lotação das salas de aulas.

Este professor que preferiu manter o anonimato, sustenta que neste momento a grande preocupação é a forma como será feito o transporte de alunos e professores nos transportes públicos, visto que normalmente os autocarros estão sempre lotados, isto pese a obrigatoriedade do uso de máscaras faciais.

“Será sempre uma preocupação saber o que será feito neste sentido, pois os que não têm carros próprios tem de deslocar-se de autocarro. Mesmo com o uso obrigatório da máscara de proteção dentro dos autocarros, sabemos como são as nossas crianças” realça.

Este docente frisa que neste sentido medidas urgentes e um plano para este período excepcional deverão ser tomadas pelos serviços de transportes públicos e ainda pela Delegacia de Saúde de São Vicente, para evitar ao máximo o perigo da propagação do novo coronavírus.

Outra observação feita por este professor é o não cumprimento por parte do Ministério da Educação das orientações do Ministério de Saúde que recomenda 1/3 dos alunos nas salas de aulas, neste caso 12, mas, segundo o mesmo, o ME insiste em colocar de 18 a 21 alunos.

“É outra situação complicada, pois se estamos trabalhando para evitar a propagação do novo coronavírus, não se pode correr estes riscos, mesmo sabendo que muitas escolas têm um número elevado de alunos. Requer sim, um melhor planeamento, para que não se venham a registar casos da doença no meio escolar, mesmo sabendo que isto poderá vir a ocorrer” conclui.

Sobre as várias preocupações que vêm sendo levantadas, a diretora nacional da Educação, Leonora Monteiro diz ser necessário “darmos início às aulas nas regiões do país onde se registam menos casos”, e garante que as autoridades estão atentas para atuar em casos de “contágio que se possam verificar no decurso da atividade letiva”.

De realçar que as aulas na cidade da Praia, o principal foco da doença no arquipélago, foram adiadas devido ao número de casos registados.

No total, estão inscritos no sistema de ensino 132 mil alunos repartidos entre os níveis pré-escolar, básico e secundário.

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