Ledo Pontes: “Não confirmamos ainda que temos casos positivos de transmissão local”

25/09/2020 17:51 - Modificado em 25/09/2020 17:51
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Na sequência da afirmação do director nacional de Saúde, de que São Vicente integra a lista de regiões sob transmissão local da covid-19, o membro do Gabinete de Crise da Delegacia de Saúde de S. Vicente, Ledo Pontes, garante que ainda não se pode fazer tal afirmação, visto que todos os casos já confirmados têm ligações diretas com casos importados.

Ledo Pontes, explica que neste momento as autoridades sanitárias que estão à frente do combate à propagação da doença na ilha, e que estão a trabalhar diariamente no terreno, não têm a perceção de que haja casos de transmissão local do vírus.

“A nossa apreciação e trabalho de terreno não confirmamos ainda que temos casos positivos de transmissão local na comunidade. Temos tido sim casos de evacuados de pacientes do Sal, mas também de outras ilhas, que vêm fazer tratamento em São Vicente, e como sempre é obrigatório fazer um teste PCR, as vezes encontramos positivos. Nós também temos casos de pessoas que vem de outros locais, como Praia e Sal de visita ou em trabalho e são pessoas de alto risco e fazemos o teste PCR e confirma-se a infeção. Os casos positivos que temos em São Vicente são importados”. Acrescentando “Pelo menos o nosso gabinete de crise, ainda não chegou no ponto de garantir que temos casos positivos na comunidade”.

Para evitar casos de infeção local, Ledo Pontes afirma que tem havido um trabalho com “muito empenho” para que apesar de haver casos positivos na ilha, haja alguma “normalidade”.

“Desde o aparecimento do primeiro caso na ilha, que temos vindo a trabalhar para que não haja casos dentro da comunidade. Temos uma equipa bastante grande e organizada, a trabalhar dentro das comunidades, para que não haja casos de transmissão local, porque são as mais complicadas de gerir a sua propagação e de controlar” aclara.

No entanto, este responsável é perentório em afirmar que existem muitos fatores que impedem de dizer que não poderemos vir a ter casos de transmissão local dentro da comunidade, porque como diz “existem muitas pessoas que vêm de outras ilhas e não jogam na prevenção”. “As pessoas viajam com o teste rápido negativo, mas ao chegar cá aconselhamos sempre as pessoas a cumprir um período de quarentena, porque os testes rápidos têm uma margem de incerteza na deteção do vírus. Muitos não cumprem com as medidas impostas, de distanciamento social e uso de máscaras. Se não houver a ajuda da população certamente poderemos vir a ter casos de transmissão local” concluiu.

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