Alguns mindelenses consideram apropriadas medidas de prevenção à propagação da Covid-19 ao longo destes seis meses

21/09/2020 15:08 - Modificado em 21/09/2020 15:08
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Abordados pelo Notícias do Norte, alguns sanvicentinos consideram que ao longo destes seis meses foram tomadas medidas apropriadas de prevenção à propagação da covid-19, adotadas pelo Governo e apontam falhas de cumprimento por parte das pessoas.

Desde o primeiro caso registado em Cabo Verde, a 19 de março na ilha da Boa Vista, medidas vem sendo tomadas desde a declaração do Estado de Emergência, passando pelo fecho das fronteiras marítimas e aéreas, pelas medidas de isolamento de pessoas com Covid-19, pela quarentena para pessoas que tiveram contacto com infetados pelo vírus, pela obrigatoriedade de manter o distanciamento social e pela obrigatoriedade do uso de máscara em recintos públicos fechados.

Medidas estas que aos poucos vão sendo levantadas ou adaptadas a um novo panorama que Cabo Verde e o mundo vivem neste momento, sobretudo a nível do turismo, sector mais afetado pela pandemia da covid-19.

Na obstante o aumento de casos de covid-19, que se tem vindo a registar no país, sobretudo na ilha de Santiago, conforme, João Ribeiro, o Governo tem vindo a fazer um “excelente trabalho” no que toca às medidas implementadas, porque o país precisa retomar a economia, com principal incidência a nível turístico.

“Já não podemos ter um novo estado de emergência e nem fechar novamente as viagens marítimas, porque a nossa economia está a regredir muito. E sendo Cabo Verde formado por ilhas e não temos um recurso natural que virá dar-nos a sustentabilidade, para que cada um possa ir ganhando o seu pão” sustenta.

Para este nosso entrevistado, o que tem falhado ao longo destes seis meses é o comportamento das pessoas. “Mesmo com todas as medidas tomadas, muitas pessoas andam ainda relaxadas e amontoadas, sobretudo nos bares, praias de mar e outros locais. Não há nenhum distanciamento social, quando é assim os casos tendem apenas a aumentar” frisa.

A mesma opinião é partilhada por Jamilene Cristina, que diz que o Governo tem feito um “bom trabalho” no que toca às medidas de prevenção tomadas, visando impedir a propagação da doença. “Muitas pessoas não estão a colaborar, principalmente nas praias e outros locais, onde podemos constatar que não tem havido o cumprimento com rigor das medidas” aclara.

A mesma alerta que cabe a cada um de nós pensar e tirar ilações do que tem falhado, para que os casos não venham a aumentar ainda mais, evitando assim o colapso do nosso sistema de saúde.

Apesar de um início conturbado, em relação aos primeiros casos de doença no país e na abordagem tomada pelo executivo, particularmente na Boa Vista, Maria do Livramento aponta que desde este episódio o Governo tem acertado nas medidas tomadas e aponta o dedo à população que não tem cumprido integralmente com as orientações.

De realçar que Cabo Verde completou no passado fim-de-semana seis meses desde o aparecimento do primeiro caso da doença, na Boa Vista, e tem neste momento um total acumulado de 5.257 casos, 605 casos ativos, 4.599 recuperados, 51 mortos e ainda dois transferidos para os seus países de origem.

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