Criação de animais incomoda moradores com o mau cheiro em “Salamansinha”

21/09/2020 13:37 - Modificado em 21/09/2020 13:37
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Moradores de “Salamansinha” em São Vicente pedem à Câmara Municipal a retirada das pocilgas.

Moradores da zona de “Salamansinha” em São Vicente denunciam situação provocada pela existência, de há vários anos, de pocilgas de porcos e de outros animais na comunidade, o que coloca em risco a saúde da população, além do incômodo com o fedor oriundo das pocilgas.

Para José Monteiro, morador do local há pouco mais de cinco anos, estes já denunciaram esta situação há muitos anos junto à Camara Municipal de São Vicente, tendo o serviço de fiscalização se deslocado ao local, bem como o próprio presidente da Câmara, mas até agora nada foi feito e a situação só tem piorado ao longo dos anos.

“Estamos preocupado com o fedor, pois tem pessoas idosas e crianças recém-nascidas e o cheiro nauseabundo é demais. Dia e noite. Os moradores já procuraram os donos dos animais e estes nada fizeram. Não limpam o local diariamente e a acumulação de dejetos faz com que o cheiro circule por todo o local”, explica este morador que após isso, contactaram os serviços da câmara, para fazer uma visita ao local. “Não aguentamos mais com tanto fedor”.

O mesmo queixa-se que com a queda das chuvas a situação tornou-se insustentável. Porque a água traz para baixo todos os dejetos acumulados, tornando-se um perigo para a saúde pública. “Veja a lama de chiqueiros que correu pelo meio da rua e que agora está ali seco” apontou.

Ludmila é outra moradora que está no local já vai para cinco anos, e desde que se mudou para esta zona convive com o mau cheiro. Apesar de terem encontrado estas pocilgas neste local, dizem que moram ali porque tem necessidade de uma moradia. “Podemos tê-los encontrado aqui, mas neste momento existe uma comunidade e estas pocilgas devem sair”, atira esta jovem que é mãe de uma criança pequena e mostra-se preocupada com esta situação.

“Já tenho quatro anos aqui e os donos destes animais, a maior parte, quase a totalidade deles, moram mais abaixo”, critica outro morador da zona, que diz que o problema não é a criação dos animais, se bem que ele mesmo cria porcos no quintal da sua casa, mas efetua uma limpeza mais de uma vez por dia, para garantir que não haja problemas. “Tenho pocilga no quintal e faço limpeza três vezes ao dia”, explica este morador, que considera que é importante não prejudicar a população. Diz que veio de Santo Antão e sempre teve este hábito de criar animais e por morar, neste local, faz uma limpeza profundo no chiqueiro para evitar mau cheiro.

Mas sobre as pocilgas, diz que é preciso que seja feita a retirada destas cercas. “Água acumulou nas chuvas, e ficou ali, e quando foram limpar apenas abriram as cercas e abrem buracos, e com isso todos os dejectos dali, saem e passam à frente das casas, tornando a situação insustentável, trazendo com isso muitos mosquitos”.

Além disso, dizem que quando matam os animais, também deixam todos os dejetos para trás.

O apelo é que a situação seja resolvida para que as crianças possam respirar um ar puro 24 horas por dia e que não tenham que continuar a viver desta forma.

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