São Vicente: Lembranças e desejo de justiça marcam enterro de jovem grávida atropelada por taxista

15/09/2020 22:57 - Modificado em 15/09/2020 22:57

A história de uma família dilacerada por um acidente de trânsito, que fez silenciar o bairro de Maderialzinho, em São Vicente.

Sob sentimentos de dor e comoção de familiares e amigos, Jessy Delgado foi sepultada no final da tarde desta terça-feira, 15, perante o choro de centenas de pessoas.

A jovem Jessy Delgado, de 18 anos, morreu durante a madrugada de domingo, duas semanas após ser atropelada junto de uma passadeira na zona de Maderialzinho e um dia depois do seu aniversário. A força do impacto, que a projetou vários metros e lhe provocou traumatismos graves, acabando por falecer no Hospital Baptista de Sousa.

A comoção de parentes e amigos tomou conta do enterro. Centenas de pessoas compareceram no funeral. A maioria dos presentes estava de branco e muitos tinham a foto da jovem estampada nas t-shirts. Uma homenagem dos amigos e familiares que relembram, na hora do adeus, “uma menina muito especial, muito carinhosa, cativante. Vai fazer falta, muita falta”, afirmam.

Previsto para a tarde de domingo e depois adiado para segunda-feira (14), o sepultamento foi remarcado, para a tarde desta terça-feira (15), porque as condições meteorológicas, não permitiram que o enterro fosse feito, devido a queda das chuvas intensas que assolaram a ilha, no passado fim de semana, com continuação na segunda.

Jessy era conhecida pela sua participação no grupo Mindel Samba, constituído por dezenas de elementos de várias faixas etárias e cujos integrantes da bateria, fizeram rufar os tambores quando o cortejo fúnebre saía de casa, depois quando se aproximavam do enterro e quando o caixão entrou no cemitério. Foi sob o som da batucada que ela foi sepultada.

Agora ficaram as lembranças de uma amiga, filha, irmã, companheira que estava feliz por estar prestes a ser mãe.

 E os pedidos de justiça, em nome de uma jovem que foi retirada, para sempre, do seio familiar de uma forma tão brusca e que não chegou nem a conhecer o seu bebé, que faleceu também. “Que a justiça seja feita, é o que nós esperamos”, apelam.

Jessy estava grávida de seis meses e no hospital ainda forçaram o nascimento do bebé que, entretanto, não sobreviveu. A perda dessas duas vidas deixou de luto familiares e amigos que pedem um esclarecimento total sobre as circunstâncias do acidente. O condutor do táxi alega que Jessy tentou apressadamente atravessar a passadeira, mas os familiares acreditam que o excesso de velocidade estará na origem da tragédia.

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