Candidatura de Albertino Graça formaliza processo junto do tribunal

15/09/2020 00:23 - Modificado em 15/09/2020 00:23
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Quem também formalizou a sua candidatura foi o candidato do Partido Africano para Independência de Cabo Verde (PAICV), Albertino Graça, que segundo o mesmo apresenta uma lista “ávida de pessoas que querem trabalhar para São Vicente ” que está cansado de ter “um dono”.

Albertino Graça diz que a ilha não precisa de “um dono/presidente, mas sim de uma equipa para trabalhar e assim conseguir o desenvolvimento da ilha”.

À saída, após formalizar a candidatura junto do Tribunal da Comarca de São Vicente, Albertino “Titota” Graça, diz que esta é “uma candidatura forte, com respeito pela paridade e que enquadra pessoas da sociedade civil”, com uma mistura de idades e que, no seu entender, vai permitir uma dinâmica muito forte da candidatura, para além de garantir a qualidade e capacidade na câmara onde vão trabalhar após o 25 de outubro.

“Isto é muito importante porque todos os integrantes da lista vão ter pelouros e vamos trabalhar em conjunto, efectivamente, e não vai haver apenas o presidente”, explica Graça que quer um governo local com pelouros distribuídos para todos os elementos.

O objectivo principal da candidatura, conforme explicou, está assente em vários pilares, em que o urbanismo, a habitação e a sustentabilidade surgem em primeiro lugar, seguidos de coesão social, com atenção especial às famílias, que surge como fundamental.

Outro pilar desta plataforma, sublinhou é, garantir uma forte centralidade na cultura, com ênfase na descentralização da cultura. “Pretendemos fazer um teatro municipal, com capacidade para 600 a 700 pessoas, mas também fazer pequenos teatros municipais nas localidades” e quem quiser fazer teatro, argumenta Graça, não vai precisar, desta forma deslocar-se ao teatro Municipal da ilha. “Podem fazer teatro nas suas zonas e isso vai dinamizar imensamente o aspecto cultural da ilha”.

O centro da plataforma conforme sublinhou, é fazer dinamizar a economia e o emprego, alegando que a ilha possui todas as características para liderar a economia do país e, no entanto, está numa “posição modesta”.

Para isso, aponta que a sua equipa possui estratégias boas para resolver o problema do desemprego e fazer avançar a economia.

Por último, a questão da relação externa e comunidades, alertando que nos últimos quinze a vinte anos, a ilha perdeu a sua capacidade de mobilizar recursos externos. “Precisamos voltar a dinamizar as nossas geminações, para podermos, de uma forma efectiva e objectiva melhorar, imensamente, o orçamento, já que o que temos neste momento que é apenas, o Fundo de financiamento municipal e com isso é impossível desenvolver São Vicente”

Neste sentido, garante uma aposta nas cooperações internacionais descentralizadas que acabaram, e sem isso, diz que não é possível desenvolver a ilha. Ainda assegura uma aposta na comunidade emigrada.

Para encabeçar a lista à Assembleia Municipal, o PAICV escolheu Leila Barros.

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