São Vicente: Homem de 51 anos enterrado “às pressas” não morreu por causa da Covid-19

15/09/2020 00:00 - Modificado em 15/09/2020 00:00
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O sepultamento foi realizado sem velório em Mindelo, São Vicente, para evitar contaminação pela covid-19, mesmo sem conhecimento do resultado de exame.

Jorge Fortes Almeida faleceu na tarde do dia 11 de setembro, após dar entrada no Hospital Baptista de Sousa, em São Vicente, com um quadro de tosse e falta de ar.

Conforme o delegado de saúde da ilha, apesar de ter sido notificado como morte suspeita por covid-19, que é a doença provocada pelo coronavírus, o resultado do exame feito ao material recolhido do paciente deu negativo.

A Delegacia de Saúde de São Vicente justifica este procedimento, como forma de protecção das pessoas, principalmente dos familiares, evitando assim, uma possível contaminação.

O procedimento, assegurou Elísio Silva, acontece quando o profissional de saúde, neste caso o médico, suspeita de um caso positivo, toma as devidas medidas.

Tratado como um caso suspeito pelo HBS, foi enterrado no mesmo dia, por volta das 20h30. A família do paciente foi informada, que existia a suspeita do parente ter morrido em decorrência da Covid-19, o que não se veio a confirmar, conforme declarações do Delegado de Saúde da ilha.

Na altura, os familiares estavam indignados, alegavam que este não deveria ter sido enterrado sem se conhecer o resultado do teste.

Uma situação, bastante sensível, tendo em conta que os parentes preferem dar um enterro digno aos seus mortos.

“Ninguém gosta que os entes queridos sejam enterrados desta forma, fazemos para proteger principalmente familiares, para que não haja contacto” argumenta” Elísio Silva. No entanto, afirma que a delegacia de saúde e o hospital estão a trabalhar em outras medidas, para evitar este tipo de situação.

Uma dessas medidas passa por, futuramente, colocar em câmara fria, os mortes com suspeitas de covid, sem resultado do teste, para que os familiares possam aguardar os resultados e fazer um funeral digno ao ente querido.

Além da câmara fria, as autoridades sanitárias da ilha, tem em cima da mesa outras medidas, como accionar outros tipos de teste, para ter resultados em menos tempo.

De acordo com o sobrinho, Fredson Soares, citado pelo A Nação, o falecido sofria de asma e teria apresentado um quadro de tosse após se molhar na chuva.

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