Cabo Verde sem malária há quase três anos vai pedir certificação à OMS como país livre da doença

8/09/2020 00:54 - Modificado em 8/09/2020 00:54

O diretor nacional de Saúde de Cabo Verde, Artur Correia, explicou esta segunda-feira, que ao completar em janeiro de 2021 três anos sem casos de malária de transmissão local, as autoridades cabo-verdianas poderão “pedir a certificação” à OMS.

Conforme este responsável da área da saúde do país, “temos de continuar a nossa luta rumo à eliminação do paludismo (malária) em Cabo Verde”, assegurou à Lusa, Artur Correia.

“Vamos chegar a janeiro de certeza sem nenhum caso e prontos para pedir a certificação de eliminação do paludismo junto da OMS”, acrescentou o diretor nacional de Saúde.

Este anúncio foi feito durante a cerimónia de lançamento da primeira fase da Campanha de Luta Anti vetorial, na Praia, que prevê a pulverização em áreas habitacionais como prevenção à malária, que acontece, numa primeira fase, de 07 de setembro a 10 de novembro.

A certificação de país livre de qualquer doença é atribuída pela OMS quando um país prova que interrompeu a transmissão local da doença por pelo menos três anos consecutivos.

E em Cabo Verde, conforme dados oficiais, em dois anos e meio, foram apenas identificadas oito pessoas infetados com malária, todos provenientes de outros países, sem qualquer transmissão local da doença.

A malária é transmitida aos humanos através da picada de um mosquito infetado, sendo uma das principais causas de morte a nível global. Em 2018, segundo a OMS, a doença atingiu 228 milhões de pessoas e matou cerca de 405 mil, principalmente na África subsaariana.

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