Cabo Verde: Continua elevado o número de pessoas que ficam doentes ou falecem por causa do consumo excessivo de bebidas com álcool

6/09/2020 23:56 - Modificado em 6/09/2020 23:58

Para o Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, a problemática do alcoolismo constitui-se, ainda, num dos maiores desafios do nosso país. E que permanece elevado o número de pessoas que ficam doentes ou falecem por causa do consumo excessivo de bebidas com álcool.

“Grande parte da violência, nomeadamente a doméstica, continua associada ao abuso do álcool, acontecendo o mesmo com a violência sexual, nomeadamente o abuso de crianças”, diz Jorge Carlos Fonseca que é também “pai” da campanha “Menos Álcool mais Vida”.

E para complicar ainda mais, o combate do consumo excessivo de álcool, o país encontra-se assolado pela pandemia do Covid 19 que já atingiu mais de quatro mil pessoas e provocou mais de quatro dezenas de mortes.

Este mal que afeta intensamente todos os países do mundo, lembra o Chefe de Estado, tem causado muito sofrimento às pessoas e famílias e tem levado à quase completa desorganização das atividades sociais e económicas, com repercussões particularmente graves nas camadas mais desfavorecidas da sociedade, tem no uso imoderado de bebidas alcoólicas um dos fatores agravantes.

Declarações feitas, no âmbito da cerimónia, com as várias confissões religiosas sob o tema “Menos Álcool, Mais Vida”. “Mais Prevenção, Menos Covid-19” e conforme o Chefe de Estado destaca, “será um marco na mobilização e responsabilização dos cidadãos na prevenção do uso abusivo de bebidas alcoólicas e da pandemia do Covid 19 e um incentivo para uma profunda reflexão sobre as infinitas possibilidades que podem ser criadas a partir da convergência de vontades com origens diversas”.

  1. Paulo M.

    Consumir álcool é uma prática milenar em todos os países do mundo. Mas é considerado flagelo nalguns, como é o caso de CV. E não é com leis que vai-se eliminar o flagelo. A lei pune, mas não educa.

    A auto-estima do individuo precisa ser elevada e uma das principais variáveis é ter um trabalho digno, remunerado adequadamente. Para isso os políticos precisam criar as condições para baixar o emprego e dar esperanças aos cidadãos, de um país próspero.

    Em paralelo, seria aumentar drasticamente os impostos associados às bebidas alcoólicas. O álcool não precisa estar acessível, com meia dúzia de tostões. As pessoas não vão deixar de beber, mas vão moderar-se sabendo que custa caro cada bebida, seja na prateleira do supermercado, seja num bar.

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