Mindelense de 92 anos, Luís Duarte, lança obra ” Memórias de São Vicente”

6/09/2020 23:45 - Modificado em 6/09/2020 23:45
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Com 92 anos de idade completados recentemente, o autor da obra, Luís Duarte, conhecido no seio mindelense por “Lulu” apresenta em São Vicente, aquele que é um registo de memórias sobre a ilha do Monte Cara, através das suas recordações, desde dos seus 10 anos.

Nesta obra literária, Luís Duarte que faz um exame retrospetivo de São Vicente e das diversas zonas da ilha, conta-nos que a ideia de escrever este livro surgiu de um encontro na Rua de Lisboa com um jovem, que mostrou “total desconhecimento” da sua ilha, da sua história e todo o percurso que fez até aos tempos atuais.

“Numa conversa com este jovem, que ao olhar para um quadro, que no fundo tinha o Porto Grande de São Vicente, cheio de navios, disse que o quadro era uma tremenda mentira”, explica o autor que disse ter sido confrontado com esta falta de conhecimento da juventude sobre a história da ilha. “Disse-lhe que aquele quadro apenas retratava o Porto Grande nos seus tempos áureos”.

E com isso em mente, dar as pessoas a conhecer São Vicente, recorreu as suas memórias e começou a escrever.

E o que começou como uma “brincadeira” tornou-se em escrita, visto que as lembranças fluíam como água e com a sua caneta ia registando em papel estas memórias, ricas em detalhes. E após algum tempo, mostrou os rascunhos a algumas pessoas que o incentivaram.

E com o incentivo e com as lembranças a fluírem pelo papel, registou o que, para além de ser uma homenagem singela a São Vicente, ilha onde “Lulu” nasceu há 92 anos, é também uma forma das suas memórias e histórias da ilha continuarem vivas na memória de todos.

E assim o seu contributo para as gerações atuais e futuras. “Descrevi a ilha na sua plenitude, na saúde, desporto, agricultura, ou seja, em todos os sectores”, através da sua visão, sem retórica e sem mentiras, “uma realidade daquilo que foi a ilha”.

Apresentado pela neta, que afirma que o livro traz lembranças de forma mais profunda e simplista da ilha de São Vicente, mas que trás consigo um cunho mais humanístico.

“Vejo a história do meu avô e da minha ilha. E muitas vezes vemos registos históricos academicamente bem preparados e de forma científica e falta a parte humana e vemos isso nesta obra”, refere Lenilda Duarte, que realça ainda que a obra mostra um ponto de vista mais profundo da ilha.

Elvis Carvalho

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