Guias de Turismo de São Vicente manifestam-se à frente da CMSV para pedir subsídio e mais respeito pela classe

31/08/2020 15:08 - Modificado em 31/08/2020 15:08

Os guias turísticos de São Vicente estiveram reunidos esta segunda-feira, 31, na frente da Câmara Municipal, para pedir ao Governo um subsídio para fazer face à perda de rendimentos provocada pela covid-19, e pedem mais respeito pela classe.

Esta classe foi uma das primeiras a paralisar as atividades em virtude da pandemia da Covid-19. Já são cerca de cinco meses sem trabalho e rendimentos. E, de acordo com os números crescentes de casos de coronavírus no país, a profissão de guias turísticos será uma das últimas a retomar o trabalho. Sem uma resposta positiva do Governo a quem dizem ter feito vários pedidos de ajuda para ultrapassar esta fase, a classe decidiu partir para uma manifestação.

Nesta senda, os mesmos reuniram-se à frente da CMSV, onde mostraram o seu desagrado perante o timing da formação, iniciativa do Ministério do Turismo, que será ministrada pelo IEFP – Instituto do Emprego e Formação Profissional, isto numa altura que segundo os mesmos a situação é “extremamente complicada” e clamam por um subsídio.

“Não somos contra a formação para os guias. Conhecimento é muito bom. Achamos que o timing não é o melhor, porque estamos passando por muitos problemas financeiros. O subsídio é que deveria ser a prioridade neste momento” avança Sónia uma das guias presentes na concentração.

A mesma sustenta que há muitos anos a classe não tem tido apoios, ou mesmo um reconhecimento por parte do Governo, vincando que os guias são a “cara do país”. “Então devemos ser acarinhados e reconhecidos pelo trabalho que fazemos” concluiu. 

Valéria Diniz, questiona o porque do Ministério do Turismo ter dado um valor de subsídio de bolsa para todos os guias de Cabo Verde, mas que diz em São Vicente não houve informação. “Primeiramente não sabemos o valor da formação, e também durante quanto tempo irá durar. Disseram que era de 3 meses, mas nada está confirmado” enfatiza.

Por sua vez, Joanita garante que os guias contribuem e muito para o desenvolvimento de Cabo Verde, pelo que deve-se dar mais atenção e apoios, principalmente durante este período, e não formações. “As despesas ao longo destes cinco meses, revelam-se insuportáveis. A formação não é a melhor solução, porque temos despesas que têm que ser pagas” sustenta. 

Esta classe é unânime em pedir mais respeito e atenção ao executivo, pelo que esperam um feedback positivo para que a situação possa melhorar para esta classe. Esta manifestação dos guias de turismo também foi organizada em vários pontos do país, com os mesmos pedidos ao Governo liderado por Ulisses Correia e Silva.

  1. Atento

    Como agora es guia ja lembra k ess é de um classe vulneravel. Konde ess ta estod ma kes turista é um show k ninguem ta pode kes, ka ta parce kes é criolo.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2022: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.