Arranque do ano lectivo 2020/2021 vai ser diferente de concelho para concelho

27/08/2020 23:55 - Modificado em 27/08/2020 23:55
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A ministra da Educação, Família e Inclusão Social, explicou que, por causa da pandemia da covid-19, o novo ano lectivo será atípico, pelo que o Ministério da Educação está a trabalhar em cenários diferentes de concelho para concelho e até dentro do mesmo município para o arranque do ano letivo.

Um trabalho, que segundo Maritza Rosabal, está a ser feito com os professores e com a comunidade educativa. “O ano lectivo vai funcionar de acordo com a situação sanitária de cada concelho” e a “regra número um é minimizar os efeitos do fecho antecipado do ano lectivo e garantir as aprendizagens”.

Ou seja, dentro destas medidas, informou, que as cinco primeiras semanas serão dedicadas à ressocialização das crianças ao espaço escolar e aos diagnósticos das aprendizagens.

Neste sentido, o ministério quer “saber de onde estão para poder começar a partir daí”, sintetizou a ministra da Educação para quem os professores vão começar com conteúdos mínimos para depois seguir com conteúdos novos.

Disse ainda no âmbito da sua visita a ilha de São Vicente, esta quinta-feira, que as escolas vão ter um orçamento privativo, no próximo ano, que será, não só o início de uma autonomia, mas da municipalização das escolas, relembrando que antigamente só as escolas secundárias tinham orçamento privativo.

“Cada escola tem um orçamento e isto é um passo rumo à autonomia e também à uma futura municipalização, mas tudo isso tem que ser reforçado em termos de formação, em termos de capacidade, em termos de planificação e de organização”, revelou Maritza Rosabal.

Declarações feitas a imprensa no âmbito de uma visita de dois dias à ilha de São Vicente, que teve início com uma visita com o presidente da Câmara, Augusto Neves, que, revelou, serviu para conhecer a cobertura e a atualização do cadastro social único.

O encontro permitiu ainda, conforme a governante, conhecer os passos sobre a implementação do programa de apoio de inclusão produtiva das famílias, no programa, consta ainda encontros com equipas de gestão de agrupamentos, reunião com a delegação do Instituto da Criança e do Adolescente (ICCA) e visita às escolas com necessidade de reabilitações.

Por outro lado, a diretora nacional da Educação avançou que os professores vão receber ações de formação em diferentes áreas. “O arranque do ano escolar é quando os professores retornam às escolas para preparar o ano letivo, que é o momento em que as escolas recebem os alunos. Durante este mês os professores vão receber diferentes formações em diferentes áreas com destaque para as tecnologias educativas, em que os professores vão criar competências para utilizar e criarem uma sala de aula virtual”, afirmou Eleonora Sousa.

Além da realização de atividades, o novo ano escolar prevê a preparação das escolas para receber os alunos no novo ano letivo e providenciar todos os aspetos relacionados com a criação das condições das escolas, uma vez que, lembrou, este ano é um ano atípico devido à pandemia do novo coronavírus.

Este ano o tema “Novo Contexto, Novas Oportunidades – Educação Digital para todas e todos” foi escolhido tendo em conta o contexto da covid-19 e a necessidade de se adequar aos desafios atuais.

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