Associação Cabo-verdiana dos Deficientes defende representatividade nas candidaturas

27/08/2020 23:04 - Modificado em 27/08/2020 23:04
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A Associação Cabo-Verdiana dos Deficientes (ACD) e da Federação, defende que há pessoas, em Cabo Verde, “capazes de nos representar nas listas e enriquecer o debate sobre a deficiência em Cabo Verde. Temos de pensar nessa representatividade”.

Para António Melo, “devem ser garantidos os direitos de participação e de intervenção da pessoa com deficiência ou organizações representativas, junto da administração central e local, tendo por finalidade a eliminação de todas as formas de discriminação e a promoção da igualdade entre pessoas com deficiência e os restantes cidadãos”, explicou o presidente citado pela A Nação.

Ainda a mesma fonte, assegura que antes de tudo, pretendem que a inclusão passe do discurso político à prática e que a Lei da Paridade, que dita regras para a composição das listas das candidaturas, não encubra o debate que precisa ser feito sobre a deficiência.

E mesmo sendo uma obrigação legal, e que não se trata de satisfazer o interesse particular de um ou outro dirigente das associações, por isso, defende que deve haver um compromisso em colocar as pessoas com deficiência nos lugares elegíveis.  “Queremos sobretudo que os partidos e os candidatos façam essa aproximação porque temos ideias e projetos que gostaríamos de ver nas plataformas”.

De acordo com dados do censo 2010, em Cabo Verde existem 104.342 pessoas com pelo menos um tipo de deficiência, o que corresponde a uma prevalência de 21,2% da população total do país.  “De resto, se fala tanto de inclusão, ela não pode deixar de fora mais de 100 mil cabo-verdianos, que pela natureza física ou intelectual, precisam de proteção e cuidados especiais”.

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